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PGR refuta acusações de relacionamentos sexuais entre responsáveis e reclusas

  • Coque Mukuta
  • Fernando Caetano

As denúncias foram feitas por reclusas do estabelecimento de Kwanza Sul. Jornalista pode ser levado a tribunal

A Procuradoria Geral da República (PGR) negou qualquer envolvimento de funcionários penitenciários com reclusas na prisão do Kwanza Sul.

A denúncia foi feita à VOA por algumas reclusas que dizem ter sido obrigadas a ter um relacionamento sexual com responsáveis da prisão para beneficiarem da lei da amnistia.

O procurador Isaak Eduardo disse na segunda-feira, 26, que apenas uma reclusa ficou grávida, mas de um dos reclusos, por falha de segurança da prisão, em 2014, e que os dois vivem maritalmente.

“Existe de facto uma cidadã que no momento da sua soltura a 16 de Dezembro de 2014 possuía uma criança de quatro meses de idade, mas fruto de um acto sexual com um recluso”, revelou.

No entanto, o jornalista William Tonet afirma que ainda assim existe a responsabilização dos Serviços Penitenciários e não acredita que uma presa possa de ter engravidado de um preso, uma vez que ficam em celas diferentes.

“Trata-se de uma falência e de uma incompetência de quem esteve na fiscalização deste processo. Temos que ser sérios ou queremos esconder certa individualidade, que tenha engravidado a jovem ou se tratando de um recluso em nenhum momento devia ficar escondido”, advertiu.

De recordar que recentemente, o ministro do Interior, Ângelo da Viegas Tavares chamou de "campanhas difamatórias" as denúncias surgidas nas redes sociais contra o seu Ministério.

As autoridades advertiram entretanto que o jornalista que difundiu a noticia em primeira mão poderá ser levado a tribunal.

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