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PGR realiza testes de DNA aos familiares de Kassule e Kamulingue

  • Coque Mukuta

Família de Alves Kamulingue, incluindo a sua mãe, a esposa, Elisa, o filho de 2 anos, um primo e Tetê, esposa de Isaías Sebastião Cassule, raptado entretanto no Cazenga

Família de Alves Kamulingue, incluindo a sua mãe, a esposa, Elisa, o filho de 2 anos, um primo e Tetê, esposa de Isaías Sebastião Cassule, raptado entretanto no Cazenga

Procuradoria-Geral da República confirmou aos familiares de Isaías Kassule e Alves Kamulingue a morte dos dois activistas e disse que os presumíveis executores já confessaram o crime.

Na passada quinta-feira, dois emissários da PGR foram à casa dos familiares de Kassule e Kamolingue para anunciar que iriam ser levados àquela instituição, sem avançar as razões para tal.

A Voz da América sabe que os mesmos foram informados da existência de sete cadáveres sob custódia da procuradoria, e por esta razão, os familiares estão a ser submetidos agora a exames de DNA


Veloso Cassule, e irmão mãos novo de Isaías Cassuele.

Fizemos na sexta-feira e hoje as crianças de Kamilingue também fizerem e nos disseram que são 7 corpos existentes, por isso precisamos de fazer o DNA, que estão a ser feitos no hospital Americo Boavida” disse.

Salvador Freire, presidente da Associação Mãos Livres, afirma estar a acompanhar o processo e que a sua organização confia na equipa médica em serviço: “Nós confiamos na Procuradoria-Geral da República e por isso vamos esperar”, disse Freire que lamentou não ter condições materiais e financeiras para submeterem os corpos dos activistas a testes a fim de compararem com os resultados da perícia das autoridades angolanas.

Opinião contrária tem Veloso Kassule, que entende, que após as análises feitas pelo Ministério Público, a família devia fazer igualmente análises independentes para aferir da veracidade dos resultados:

Nós não estamos a acreditar naquelas análises e nós pensamos que depois deles fazerem as análises deles, temos que fazer também nossas próprias análises”, concluiu.

A PGR confirmou aos familiares de Isaías Kassule e Alves Kamulingue a morte dos dois activistas e disse que os presumíveis executores já confessaram o crime.

Os parentes foram informados que existem sete corpos na morgue do hospital Américo Boaviste.
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