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PGR pede prisão de presidente do Senado e antigo Chefe de Estado José Sarney

  • Redacção VOA

Procurador-Geral da República Rodrigo Janot

Procurador-Geral da República Rodrigo Janot

Renan Calheiros, José Sarney e o senador Romero Jucá são acusados de obstrução da justiça.

O Procurador-Geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do ex-Presidente da República José Sarney e do senador Romero Jucá ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de terem tentado obstruir a operação Lava Jato.

A notícia é avançada nesta terça-feira, 7, pelo jornal O Globo referindo que os pedidos de prisão têm como base conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e um filho dele no âmbito de acordos feitos com a justiça (delação premiada) no âmbito da Lava Jato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki tem o caso.

O jornal diz que que a fonte da informação é um interlocutor de um ministro do STF, que não foi identificado e segundo a qual Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá planeavam impedir o avanço da operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção que envolve principalmente a Petrobras, empreiteiras e políticos.

As gravações feitas por Machado de conversas com seus ex-aliados do PMDB representam a maior crise até o momento do Governo do presidente interino Michel Temer, que já perdeu dois ministros por conta da fuga dos áudios em menos de um mês de administração.

O senador Jucá perdeu o cargo de ministro do Planejamento ao ser apanhado supostamente a sugerir mudanças no Governo federal, com a saída da agora presidente afastada Dilma Rousseff, que levassem a um pacto para parar os avanços da Lava Jato.

Na segunda-feira seguinte, foi o ministro da Transparência,Fabiano Silveira deixou o comando do Ministério da Transparência por ter criticado a operação, numa conversa com a presença de Renan Calheiros.

Ontem, 6, o ministro do Turismo Henrique Alves foi acusado pela PGR de envolvimento também no escândalo da Lava Jato, mas o Presidente interino Michel Temer reiterou a confiança nele.

Nas declarações à justiça,Machado também afirmou que pagou 20 milhões de dólares em luvas nos contratos da Transpetro para Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney), entre outros líderes do PMDB, de acordo com vários reportagens publicadas no fim de semana.

Os acusados têm negado repetidamente qualquer irregularidade.

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