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PGR de Portugal diz que Manuel Vicente não foi indiciado

  • Redacção VOA

Manuel Vicente

Manuel Vicente

O Ministério Público de Portugal esclareceu nesta quinta-feira, 25, que o vice-presidente angolano Manuel Vicente não foi constituído arguido no âmbito da “operação Fizz”, como tinha noticiado a imprensa portuguesa.

Em comunicado enviado às redacções, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz haver neste momento em curso um inquérito com “três arguidos constituídos -- uma pessoa coletiva e duas singulares -- não se encontrando entre os mesmos Manuel Vicente".

Os "factos em investigação indiciam suspeitas de prática dos crimes de corrupção passiva na forma agravada, corrupção activa na forma agravada, branqueamento e falsidade", continua a nota, reiterando que as investigações prosseguem sob a direcção do Ministério Público e com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

As duas pessoas constituídas arguidas são o procurador Orlando Figueira, preso preventivamente por decisão judicial, e advogado Paulo Blanco, que representou o vice-presidente de Angola na compra de um apartamento no edifício Estoril Sol, em 2012, e cujo escritório de advogacia foi alvo de buscas.

Orlando Figueira foi o procurador responsável pelos processos BES Angola e Caso Banif, que arquivou, relacionados com capitais angolanos e, segundo fontes ligadas ao processo, é suspeito de ter favorecido processos em Portugal relacionados com o vice-presidente angolano Manuel Vicente.

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