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Pessoas com deficiência exigem integração na sociedade angolana


Iniciativas como Miss Minas ajudam a combater a exclusão dos deficientes

Iniciativas como Miss Minas ajudam a combater a exclusão dos deficientes

A descriminação resulta da falta de políticas responsáveis orientadas para a inclusão social

Inclusão social

Na província angolana do Huambo, as pessoas com deficiência vivem uma exclusão na sociedade, com reflexos para sua saúde física e mental, segundo denúncia da Liga de Apoio a Integração de Deficientes na região do planalto central (LARDF).
Em declarações a Voz da América, Luís Quintas Xavier, Coordenador Provincial da Liga , disse que a descriminação resulta da falta de políticas sociais responsáveis orientadas para a inclusão social integral desses indivíduos na sociedade.Apontou, também, a inacessibilidade do meio físico como uma das fragrantes violações dos direitos das pessoas com dificiência.

Miss Mina Huambo

Miss Mina Huambo


“Ainda continuamos a ver instituições públicas com barreiras arquitetónicas que não facilitam a circulação da pessoa com deficiência.”
Luis Quintas Xavier entende a questão das “pessoas com deficiência” como problema complexo que não pode ser ultrapassado a partir de acções pontuais, visto que está relacionada com a superação dos mais relevantes problemas de desenvolvimento e justiça social no país.
“A questão da dificiência em Angola ainda é tratada como uma questão isolada, ela não é tratada com uma questão integrada em todas as acções de desenvolvimento.”
Mostrou-se preocupação com a situação das mulheres na província que sofrem dupla descriminação: primeiro, pela sua condição de mulher e, segundo, por ser pessoa com deficiência.
“Elas são descriminadas na familia, no emprego e até na maternidade, pois muitos enfermeiros e enfermeiras acham que estas mulheres não podem dar luz, o que lesa o direito a maternidade aos dificientes,” disse Luis Quintas Xavier
Para o coordenador da Lardef no Huambo, as pessoas com deficiência, apesar das suas limitações, não devem ser vistas como inválidas mas, sim,como cidadãos que também podem contribuir para o desenvolvimento socio-económico da sociedade.

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