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Pedidos de asilo aumentaram em 2011


Pedidos de asilo para os países industrializados por razões humanitárias aumentaram em 2011

Pedidos de asilo para os países industrializados por razões humanitárias aumentaram em 2011

Tumultos em África e na Ásia levaram a um aumento de 20% nos pedidos em países industrializados.

De acordo com um novo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o número de pedidos de asilo nos países industrializados subiu 20%. Grande parte destes pedidos foi feita por refugiados vindos da Ásia. O segundo maior grupo de pedidos foi de refugiados africanos.

2011 foi um ano de particular agitação no continente africano. Os tumultos na Costa do Marfim ou na Líbia, por exemplo, levaram a que muitas pessoas tivessem de deixar as suas casas e fugir.

De acordo com o novo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR, as tensões na África Ocidental e no mundo árabe reflectiram-se numa subida do número de pedidos de asilo nos países industrializados.

Em 2011, refugiados da Costa do Marfim, da Líbia, ou da Síria, entre outros países, fizeram mais 16 700 pedidos que em 2010. Ainda assim, um número bastante inferior ao dos pedidos recebidos nos países vizinhos.

“Comparativamente, só a Libéria recebeu mais de 170 mil marfinenses no auge da crise”, diz Fatoumata Lejeune-Kaba, uma porta-voz do ACNUR.

O Alto Comissariado estima que, no período de maior tensão na Costa do Marfim, 200 mil marfinenses tenham procurado asilo em 13 países vizinhos. Mais de 900 mil pessoas fugiram da Líbia desde o início dos protestos contra o regime de Mouammar Kadhafi, em Fevereiro de 2011.

Lejeune-Kaba conta que muitas pessoas tiveram de fugir do caos. “Muitos utilizaram barcos, atravessaram o Mediterrâneo e chegaram a Itália e a Malta, o que também explica que tenha havido um salto no número de pedidos de asilo no sul da Europa”.

Teme-se que a aparente abertura da União Europeia não passe disso mesmo, de aparente.

Segundo Sherif Elsayed-Ali, responsável para os Direitos dos Refugiados e Migrantes na Amnistia Internacional, “o que temos visto nos últimos anos é que a Europa está a trabalhar cada vez mais com o seus países vizinhos para tentar impedir as pessoas de chegarem com os seus barcos a território europeu [...] porque, uma vez aqui podem obter protecção se estiverem a fugir da guerra ou caso sejam alvo de perseguição.”

Elsayed-Ali, da Amnistia Internacional, diz que a União Europeia tem de criar mais condições para que os refugiados, que não têm outra alternativa senão fugir, possam recomeçar as suas vidas num dos seus 27 países.

De acordo com o relatório do ACNUR, a Somália, a Eritreia e a Nigéria continuam a ser os três países africanos de onde vem o maior número de refugiados que pede asilo nos países industrializados.

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