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Partidos acusam-se mutuamente de violência e intolerância no Uíge


Aspecto da cidade de Uíge

Aspecto da cidade de Uíge

O MPLA acusa a oposição de criar grupos criminosos que semeiam o pânico nas comunidades no Uíge, enquanto a oposição risposta, dizendo que o partido no poder rapta e persegue os seus militantes.

O secretário provincial da UNITA no Uíge, Felix Simão Lucas, acusou o MPLA de atropelar um dos seus militantes, causando ferimentos graves e de raptar um dos seus membros.

Lucas, que falava no balanço das actividades da segunda reunião nacional da organização juvenil do partido, JURA, disse que o caso do rapto de uma das militantes afecta à UNITA está a ser investigado pela polícia.

“Neste momento, temos um jovem no hospital que foi propositadamente atropelado por um carro dos elementos do MPLA, está com ferimentos graves, também uma senhora que foi raptada por uma viatura integrada por elementos do MPLA, o caso já foi apresentado à policia e estamos a espera dos resultados”, explicou Felix Simão Lucas.

Por seu lado, os secretários municipais da CASA-CE de Negaje e Cangola dizem ser perseguidos por elementos afetos ao Governo e ao partido do poder.

“Sou alvo de perseguição em Negaje, apareceram alguns elementos não identificados que me procuravam na minha casa, e na casa do meu pai”, revelou.

“Prometeram que vão me desempregar e todos os nossos seguidores não terão o primeiro emprego no Estado, os alunos da CASA-CE reprovam porque o director da escola é do MPLA”, denunciou Angelino Munhongo João, secretário municipal da CASA-CE, no municipio de Cangola.

O secretário provincial do MPLA no Uíge Paulo Pombolo acusou os partidos políticos na oposição de se envolverem em acções que causam distúrbios nas comunidades.

Paulo Pombolo, que falava na 13ª sessão plenária do MPLA que decorreu no município do Maquela do Zombo, acusou os partidos políticos de criarem grupos compostos por criminosos que semeiam pânico no seio das populações.

“Os nossos adversários políticos optaram por uma nova filosofia que se traduz na criação de grupos compostos por criminosos, semeiam o pânico nas regiões da província onde realizam as suas actividades políticas, espancando sobas e militantes do nosso partido, e para se autodefenderem colocam acima o discurso da intolerância política”, disse Pombolo, que acusou ainda os partidos da oposição de se fazerem de “vítimas”.

O bispo emérito do Uíge Dom Francisco da Mata Mourisca aconselhou os partidos políticos a manterem prudência e o respeito mútuo numa convivência pacifica e democrática.

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