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UNITA promete levar desaparecimento de Kamulingue e Cassule ao parlamento

  • Manuel José

Alves Kamulingue, desaparecido a 27 de Maio de 2012. Isaías Cassule, desapareceu poucos dias mais tarde

Alves Kamulingue, desaparecido a 27 de Maio de 2012. Isaías Cassule, desapareceu poucos dias mais tarde

Deputada Albertina Navembangolo prometeu levar o caso a Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Nacional

Isaias Cassule e Alves Kamulingue dois cidadãos angolanos que deixaram de ser vistos e ouvidos pelos seus familiares e amigos desde o dia 27 de Maio deste ano.

As autoridades do país dizem desconhecer o paradeiro dos dois jovens, para desespero das famílias e amigos.

A Associação Mãos Livres-Advogados já remeteu cartas de protesto a três órgãos de justiça do país: Procuradoria-Geral da República, Provedoria de Justiça e Policia Nacional mas até ao momento, destas instituições só o silêncio.

Salvador Freire é membro da Mãos Livres-Advogados:

“Até esta data não obtivemos destas instituições qualquer resposta.”

O advogado Salvador Freire adiantou que a qualquer altura vai levar o caso a Comissão dos Direitos Humanos da ONU.

“A pressão que a Amnistia Internacional está a fazer para levar o caso junto da Comissão dos Direitos Humanos, fazer com que o estado angolano se pronuncie em relação ao desaparecimento destes dois cidadãos.”

Internamente a única via que resta é a apelação a Comissão dos Direitos Humanos e reclamação dos cidadãos da Assembleia Nacional.

“Se estes deputados estão preocupados, acreditados que a Nona (Décima) Comissão tem conhecimento.”

A deputada pela bancada da UNITA Albertina Navembangolo confirma a intenção do seu grupo parlamentar levar o caso Cassule e Kamulingue a Décima Comissão da Assembleia Nacional.

“É um dos assuntos que a bancada da UNITA prevê levantar na Assembleia Nacional através da Comissão de Direitos Humanos.”

Albertina Navembangolo diz não compreender como ainda existem casos desta natureza.

“Temos hoje duas famílias de Cassule e kamulingue desde 27 de Maio que passam dias sem paz, num país há dez anos em paz.”

A parlamentar considera esta atitude de desumana.

“É uma questão desumana, nós estamos com dirigentes em Angola com uma capacidade de desprezo a vida humana fora de série.”

Navembangolo não coloca de parte a possibilidade do apelo a instituições internacionais e apela igualmente as mulheres angolanas a fazerem uma corrente solidaria a Cassule e kamulingue.

“Peço a todas as mulheres angolanas porque Cassule e Kamulingue tem mãe, esposas e filhos, nós estarmos todas numa corrente positiva de esperança que estes homens estejam em algum lado deste país" concluiu a deputada da UNITA.

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