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Parlamento aprova moção de confiança do Governo guineense


Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

A proposta de debate foi apresentada pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

O Parlamento da Guiné-Bissau aprovou nesta quinta-feira, 25, a moção de confiança apresentada pelo Governo de Domingos Simões Pereira. O pedido de urgência surgiu numa altura em as relações entre Simões Pereira e o Presidente da República, José Mário Vaz, estão tensas devido a divergências não especificadas por nenhuma das partes, mas que duram há vários meses e que se refletem em declarações políticas divergentes.

Num jantar de trabalho, ontem, 24, o primeiro-ministro tranquilizou os representantes da comunidade internacional em Bissau e afastou a possibilidade de crise política no país.

Hoje, à margem de um encontro sobre juventude da CPLP, Domingos Simões Pereira disse não haver nenhuma crise entre ele e José Mario Vaz.

“Sempre disse que os assuntos que tratamos é que são difíceis e não as nossas relações. Nós somos homens do Estado. O presidente é um homem de Estado, portanto saberá e sabe sempre colocar, em primeiro lugar, a prioridade nacional. Eu penso que é isso que vai acontecer e vai continuar a acontecer”, revelou o primeiro-ministro em Bissau.

Ao pedir a moção de confiança, Simões Pereira disse querer ver no Parlamento um debate sobre a situação política o país.

"A aprovação desta Moção de Confiança representa para o Governo uma premissa fundamental para a estabilidade institucional e normal funcionamento das instituições da República", lê-se no documento, que entende a moção como "um forte sinal de confiança e harmonização de posições e esforços entre a ANP e o Governo, que deve ser transmitido aos parceiros de desenvolvimento".

No passado fim de semana, o Comité Central do PAIGC reiterou o seu apoio a Domingos Simões Pereira, com vários dirigentes a enviar recados ao Presidente da República.

A Presidência da República ainda não reagiu às declarações políticas dos últimos dias, nomeadamente a reunião do fim de semana do Comité Central do PAIGC, nem à moção de confiança aprovada hoje.

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