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Parlamento angolano "chumba" autonomia para as Lundas

  • Redacção VOA

Imagem de arquivo - Manifestação no Cafunfo

Imagem de arquivo - Manifestação no Cafunfo

“É grave” a decisão de uma comissão parlamentar angolana de rejeitar de rejeitar a reivindicação à autonomia das Lundas, disse José Mateus Zecamutchima, presidente de uma organização que luta pela autonomia dessa região .

Zecamutchima disse que a decisão pode também ser “um incitamento à violência”.

Ao rejeitar a reivindicação, a Comissão de Relações Exteriores e Comunidades Angolanas recordou que a Carta da defunta Organização de Unidade Africana e a Carta da organização que a substituiu, a União Africana, estabelecem a “intangibilidade” das fronteiras herdadas do colonialismo como meio de se evitarem conflitos.

Zecamutchima disse que desde 2006 delegações da sua organização tinham sido recebidas “em várias ocasiões” pelo parlamento e que na sua opinião e devido à complexidade do problema este deveria ser discutido dentro do parlamento angolano para se “ouvirem todas as sensibilidades e todos os partidos da oposição com assento parlamentar”.

“Só depois é que se iria tomar uma posição”, rematou.

Zecamutchima disse que em Novembro passado a “décima comissão” do parlamento tinha informado a sua organização que a questão “era de responsabilidade exclusiva do Presidente Eduardo dos Santos porque não havia nenhum organismo do estado angolano com competências para se debruçar sobre o assunto”.

“O processo politico vai continuar e estamos preparados para as consequências”, disse Zecamutchima que afirmou ainda que a sua organização convocou uma reunião de emergência, com a participação de autoridades tradicionais, para discutir a questão.

“Este processo envolve milhões de pessoas e não pode ser banalizado pela vontade de um grupo de pessoas que se sentou num gabinete,” disse Zecamutchima.

Um comunicado deverá ser emitido Quinta-feira, 2 de Abril, pela sua organização

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