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Papagro transformou-se em empresa de "kilapes", acusa o secretário da Unita no Namibe

  • Armando Chicoca

Ricardo Tuyula

Ricardo Tuyula

Programa estatal ainda não pagou 300 mil dólares que deve a camponeses do Namibe. "É incrível", diz Ricardo Tuyula

O secretário provincial da Unita no Namibe, Ricardo Ekupa de Noé Tuyula, insurgiu-se contra o facto do estado ainda não ter pago dividas a camponeses que venderam os seus produtos à companhia estatal Papagro.

Tuyula disse que a Ministra do Comércio, Rosa Pacavira, deve ser responsabilizada, pois foi ela que se assumiu publicamente como mentora do surgimento do Programa de Aquisição dos produtos Agropecuários (Papagro).

O Papagro, disse Tuyula, transformou-se numa empresa de “kilapes” que desfalca os camponeses.

A companhia deve cerca de 300 mil dólares por produtos comprados a diversos camponeses para sua posterior comercialização.

«Não há dinheiro para potenciar o Papagro, uma instituição que eles próprios criaram?” interrogou o responsável da UNITA

“Se o regime angolano criou o Papagro para aliviar o sofrimento dos camponeses, se isso funciona noutras províncias, aqui no Namibe não funcionou”, disse.

“O Papagro não devia aparecer aqui como uma organização kilapeira aos camponeses. Papagro devia ter uma verba própria que lhe permitisse comprar na hora o produto dos camponeses, permitindo deste modo que o homem do campo continua a produzir”, frisou o político da UNITA.

Procurou-se ouvir a Ministra do Comercio, Rosa Pacavira, em Luanda, para dar explicações sobre o caso, mas sem sucesso.

Os camponeses já somam seis meses desde que entregaram os seus produtos do campo com o propósito de no dia seguinte receberem de volta os respectivos valores.

São mais de 50 camponeses visados, maioritariamente mulheres, alguns dos quais deixaram de ir às suas respectivas fazendas agrícolas, temendo represálias dos trabalhadores que há muito esperam pelos salários.

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