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Papa Wemba, rei da rumba congolesa morreu em palco


Papa Wemba

Papa Wemba

Colapsou em palco durante um concerto e não resistiu. Tinha 66 anos.

O cantor congolês, também conhecido por rei da rumba congolesa, colapsou em palco, enquanto actuava na noite de sábado, 23, no Festival Femua em Abidjan, Costa do Marfim.

Percussor do Soukous, Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba (Papa Wemba) era natural da República Democrática do Congo e coube-lhe o mérito de fundir os ritmos tradicionais africanos com o rock e pop ocidentais.

O cantor de 66 anos foi fundador das bandas Zaiko Langa Langa e Viva la Musica e fez igualmente parte dos Isifi Lokele.

Em 1969 nascem os Zaiko Langa Langa que se tornam uma das bandas mais influentes da música de fusão que se fazia no Congo Democrático, como também por toda a África.

No auge da fama dos Zaiko Langa Langa, em 1974, Papa Wemba abandona o grupo com outros dois membros e formam os Isifi Lokele. É em 1975 que ele deixa de ser Shungu e passa a Papa a Wemba.

Em 1977 surge Viva La Musica, um grupo composto por vários músicos e que teve sucesso logo de imediato, embora ao longo do seu percurso tenha conhecido vários revés, devido à febre da fama e a alguns desentendimentos no plano financeiro.

Na sua conta de Twitter, a organização do Festival Femua escreve: "A FEMUA lamenta anunciar a morte de Papa Wemba, devido a uma indisposição em palco na noite de 23 para 24 de Abril".

Papa Wemba emigrou para a Europa nos anos '90, mas manteve Viva la Musica no Congo.

Na sua carreira musical Papa Wemba conta actuações com Stevie Wonder ou Peter Gabriel.

O cinema fez igualmente parte da sua vida. Ele foi o actor principal de "La vie est belle" do realizador belga Benoît Lamy.

Na moda, Papa Wemba é um dos pais dos Sapeurs - homens da arte do bem vestir. Para Wemba, o culto dos Sapeurs promovia, entre os jovens, elevados standards de higiene pessoal, saber vestir, barba feita, bem perfumado e bem penteado.

Altos e Baixos na sua carreira

Em 2004 Papa Wemba foi condenado a 15 meses de prisão e a uma multa no valor de 22 mil euros por envolvimento num esquema de imigração ilegal. O cantor levava músicos para Europa consigo, fazendo-os passar por membros da sua banda.

Wemba cumpriu três meses e meio e pagou uma fiança de 30 mil euros. Durante a sua estadia na prisão, Wemba confessou ter tido revelações de Deus.

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