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Palancas negras gigantes perseguidas por caçadores furtivos

  • Isaías Soares

Angola Palancas Negras Gigantes -foto de Eng.. Pedro Vaz Pinto

Angola Palancas Negras Gigantes -foto de Eng.. Pedro Vaz Pinto

As queimadas e a implantação de armadilhas constituem outros perigos para as pelancas negras gigantes que quase coabitam com a população.

Um cidadão foi detido recentemente pela Policia Nacional no município de Cangandala, a 30 quilómetros a sudeste de Malanje, quando transportava numa motorizada carne fresca de palanca vermelha.

O administrador do Parque Nacional da Cangandala Cardoso Raimundo Bebeca disse que o indivíduo identificado apenas por Mateus tem 39 anos de idade. O caso está sob responsabilidade da Direcção Provincial de Investigação Criminal.

“Fizeram um patrulhamento à noite em que detectaram um motoqueiro que fez transportar uma bagagem e depois dos procedimentos das averiguações foi detectado, que tal motoqueiro fazia-se transportar de carne de caça”, esclareceu.

O projecto de protecção da palanca negra gigante iniciado em 2009 permitiu até ao momento confinar cinco manadas da espécie no Parque Nacional da Cangandala e na Reserva Natural e Integral do Luando, onde a segurança, no entanto, deixa muito a desejar.

“Iniciamos com nove fêmeas e um macho mas agora, depois de quatro anos temos mais de 30 cabeças, e como uma manada de palancas é constituída entre cinco, seis cabeças para 31 cabeças estima-se por seis manadas”, precisou Cardoso Raimundo Bebeca.

Os ministérios do Ambiente e da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Governo de Malanje, as Forças Armadas Angolanas, as universidades Agostinho Neto e Católica de Angola assinaram em Junho de 2010 em Cangandala o memorando de entendimento para a protecção do referido antílope e a reabilitação das infra-estruturas em parceira com as empresas petrolíferas estrangeiras Esso Angola e Total Angola.

As queimadas e a implantação de armadilhas constituem outros perigos para as pelancas negras gigantes que quase coabitam com a população.

“Nós até aqui não temos uma área delimitada por falta de alguns meios técnicos e mesmo aquela política financeira para podermos adquirir alguns equipamentos para abrir picadas”, lamentou aquele responsável, reforçando que “dentro dos seus limites naturais existe capim e as comunidades circunvizinhas têm tentado a todo o custo atear fogo que depois se alastra e tem consumido quase todo o parque”, lamentou Bebeca.

Ainda “as armadilhas são um facto na Cangandala, os laços na via por onde passa os animais ainda é uma realidade”, concluiu o administrador do Parque Nacional da Cangandala.

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