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Países importadores anunciam restrições à carne brasileira

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Presidente Temer convida embaixadores para "rodízio"

"Operação Carne Fraca" aponta fiscalização irregular de frigoríficos e leva à prisão mais de 30 empresários

O Brasil enfrenta uma grave crise após a Polícia Federal ter iniciado a a "Operação Carne Fraca", que apontou fiscalização irregular de frigoríficos no Brasil e levou à prisão mais de 30 empresários.

Em consequência, alguns países importadores anunciaram restrições temporárias à entrada de carne brasileira, entre eles os países da União Europeia, Coreia do Sul e China.

Aqueles três países juntos respondem por 27 por cento das exportações brasileiras de carne em 2016.

A União Europeia pediu que o Brasil suspenda a exportação de empresas envolvidas, o Governo chinês anunciou que as carnes brasileiras estão retidas nos portos, as autoridades da Coreia do Sul suspenderam a importação de frangos do BRF e o Chile proibiu temporariamente a importação da carne bovina

O Governo brasileiro trabalha para que as restrições fiquem restritas somente às 21 unidades investigadas e não a todas exportadoras.

Presidente faz ofensiva de marketing

Durante um evento em São Paulo nesta segunda-feira, 20, o Presidente Michel Temer afirmou que o agronegócio não pode ser desvalorizado por um "pequeno núcleo".

Segundo o Presidente, seis das 21 unidades suspeitas de fraudes exportaram nos últimos 60 dias.

Numa tentativa de tranquilizar os países importadores, Temer reuniu ontem embaixadores para jantar numa churrascaria de Brasília.

Entre as investigadas, cinco unidades já foram suspensas de forma preventiva.

Operação visa fiscalização

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador do planeta.

O sector vendeu para mais de 150 países no ano passado e agora preocupa-se com os impactos negativos do esquema de venda de carne supostamente adulterada.

A Operação Carne Fraca foi deflagrada na sexta-feira, 17, com mais de mil policiais a cumprir 309 mandados, depois de dois anos de investigações.

No total, 21 empresas são suspeitas de fraudes.

A acção envolve grandes empresas como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas, mas também frigoríficos menores, como Mastercarnes e Peccin, do Paraná.

As empresas negam as irregularidades.

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