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Pai de Nito Alves pede ao filho fim da greve de fome

  • Coque Mukuta

Pai de Nito Alves

Pai de Nito Alves

Vígilia programada para sexta-feira em frente ao local onde o activista está detido.

O pai do adolescente Nito Alves, detido a 12 de Setembro por imprimir t-shirts com slogans contra o presidente angolano, Fernando Baptista pediu ao filho para suspender a greve de fome que vai já no seu terceiro dia.

Ao mesmo tempo apoiantes do preso convocaram uma vigília para esta Sexta-feira em frente à comarca de Viana, onde se encontra preso.


Nito Alves tem recebido visitas de familiares e amigos aos sábados e domingos, mas até agora não foi visto por nenhuma equipa médica, apesar de, segundo fontes familiares, a sua saúde começar a degradar-se.

Os seus advogados, sem saber por que razão, não conseguem falar com ele há mais de uma semana.

Por outro lado, Nito Alves não recebeu ainda qualquer visita de partidos políticos ou organizações humanitárias.

Fernando Baptista, pai de Nito Alves, entrevistado pela Voz da América na comarca de Viana quando ia levar comida para o filho, pediu ao adolescente para suspender a greve de fome para não prejudicar a sua saúde

“Ele devia parar porque quando não se come faz mal a vida” frisou.

Entretanto, o amigo de Nito Alves Raul Mandela revelou ter entregue uma carta ao Governo Provincial de Luanda a informar sobre a vigília a realizar-se esta sexta-feira a partir das 16 horas defronte à comarca de Viana.

Uma fonte familiar revelou que elementos do Ministério da Juventude e Desporto têm pressionado os pais de Nito Alvespara pedirem desculpas públicas ao presidente José Eduardo dos Santos, mas o adolescente se recusa a aceitar essa proposta.

Ontem o activista Rafael Maques que ontem escreveu ao Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos e à Comissão dos Direitos Humanos e dos Povos da União Africana, a pedir acções urgentes a favor de Nito Alves, fez chegar hoje mil dólares para ajudar com os gastos do adolescente.

Nito Alves, de 17 anos, está preso desde 12 de Setembro por ter mandado imprimir t-shirts com slogans contra o presidente José Eduardo dos Santos e ainda não foi levado a justiça.

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