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Padre Taty acusa Eduardo dos Santos de falta de coragem política

  • José Manuel

Polícia angolana em Cabinda, durante o CAN 2010

Polícia angolana em Cabinda, durante o CAN 2010

Prelado considera que Presidente ignorou o assunto de Cabinda no discurso do Estado da Nação e que uma vitória militar não resolve problema.

Contestação frontal

O antigo vigário geral da diocese de Cabinda, Raúl Taty, disse que o presidente da República, José Eduardo dos Santos, não teve coragem politica - no seu discurso sobre o Estado da Nação - ao omitir esclarecimentos sobre a situação politica e militar da única região do país ainda em conflito armado.

Numa entrevista à Voz da América (VOA) Raúl Taty lembrou ao presidente Eduardo dos Santos que a guerra não acabou e que as reivindicações do povo vão continuar.

Raul Tati, ex-vigário geral de Cabinda

Raul Tati, ex-vigário geral de Cabinda

A posição do presidente angolano no seu discurso, segundo o sacerdote, indicia uma postura cada vez mais "opressora" contra as reivindicaçoes cabindas. E adianta que o problema de Cabinda não termina vencendo os militares.

Militares, polícia e tribunais, "são três bastões" com que o governo de Angola quer resolver o problema, afirma Taty, sublinhando que ao "ignorar o assunto", no seu discurso, o presidente deixa o problema nas mãos que não podem resolvê-lo.

"Mesmo que termine o conflito militar é bom que realcemos que o problema não é um simples caso de polícia". Norta que o problema de Cabinda é histórico, político e social e não se revole pela da força.

Raul Taty desvalorizou o pronunciamento de Eduardo dos Santos sobre a construção de uma ponte-cais e a existência de um estudo para o projecto de um porto de águas profundas em Cabinda.

"Para mim não tem qualquer impacto. Absolutamente nenhum. Nós estanos habituados a ouvir muitas palavras e, como se diz em português, de boas intenções cheio o inferno. Querenos ver obra feita" - declarou taty

O ex-vigário geral da igreja de Cabinda disse que, com tantas promessas que não foram cumpridas, os cabindas cansaram-se do executivo angolano.

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