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Ao consultar o site Rede Angola a VOA deu com uma interessante reportagem sobre um bem precioso, que dá brilho a todas as mulheres, mas de facto não é ouro.

O Rede Angola (RA) começa assim:
"O outro “ouro negro”, como lhe chama o blogue Liberator Magazine, é um dos produtos mais desejados pelas mulheres, o principal alvo, apesar de não ser exclusivo para o género feminino (...).
Num rápido passeio por Luanda é possível ver todos os estilos. Cabelos castanhos, pretos, e, para os mais ousados, vermelhos; além da cor, variam nas texturas e penteados: lisos, ondulados, encaracolados black power, com tranças – estas últimas longas, soltas, presas à cabeça, com pontas onduladas etc. Num ano, uma mulher pode mudar de cabelo três vezes, dependendo do tipo de fios, se obedecer às indicações das profissionais, de utilizar as extensões em média dois meses e deixar o couro cabeludo descansar por dois meses."

A reportagem revela-nos a origem deste ouro. A Índia domina o mercado. Os indianos doam o seu cabelo ao templo hindu de Tirumala, que depois leiloa. Um quilo de cabelo da categoria mais cara custa no mínimo 408 dólares e um quilo da categoria mais barata custará no mínino 150 dólares.

A 5 de Março, conta o RA, o templo arrecadou com este negócio mais de três milhões de dólares.

A indústria do cabelo cresce continuamente, ainda que o seu ritmo possa ser abrandado.

Aquele site refere que além da Índia, a China é outro produtor de cabelo e ambos exportam para os Estados Unidos da América, Reino Unido, Itália, Canadá, França, África do Sul e Espanha.

Angola, segundo dados da ONU referidos no artigo, foi o 12º país a importar mais cabelos da Índia, mais de 171 toneladas, um total de 3.168 milhões de dólares. A China exportou mais de 63 toneladas, o equivalente a 272 mil dólares.

Cabelos postiços, extensões, apliques, perucas, são termos que toda a mulher conhece e produtos que todas em algum momento da vida acabam por procurar.

A moda, o querer ser parecida com esta ou aquela celebridade, a simples vontade de mudar de visual impulsionam este mercado.

Várias cores, texturas, comprimentos, mais sintéticos ou mais naturais, depende sempre do quanto se quer ou se pode investir.

Em Angola, a crise do petróleo também está a afectar esta área de negócio, explica o RA: "No mercado do Kikolo o que preocupa as vendedoras não é a falta de clientes, e sim a crise do petróleo. Os cabelos à venda são do “stock”, e as comerciantes, que chegavam a viajar duas vezes por mês à China, agora não conseguem sair do país devido à falta de dólares".

No final do artigo fica a dica: "O cabelo humano dá para esticar, fazer coloração e descoloração. A compra pode ser cara mas compensa porque é um cabelo virgem”.

Comediante americano, Chris Rock, na Índia à procura de cabelo humano para o seu documentário

A reportagem completa do Rede Angola

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