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“Orgia dos Loucos”, do moçambicano Ungulani Baka Khossa, chega ao Brasil

  • Bárbara Ferreira Santos

Ungulani Ba Ka Khosa

Ungulani Ba Ka Khosa

O livro exemplifica o interesse do escritor em abordar o contexto das guerras.

O escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa viajou ao Brasil, nesta semana, para o lançamento do seu livro Orgia dos Loucos, pela editora Kapulana.

Um dos eventos dos quais Ungulani participou no Brasil foi um debate nesta quinta-feira, dia 8, no Centro de Estudos das Literaturas e Culturas de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP), a maior e mais importante do país.

O debate teve a participação da ilustradora do livro, Mariana Fujisawa, do professor da USP José Luis Cabaço, também moçambicano, e do pesquisador Ubiratã Souza.

O evento contou ainda com pesquisadores em literatura africana em língua portuguesa e estudantes moçambicanos de outros departamentos da USP.

Ungulani explicou o papel da literatura como resgate de memória da história da nação, o uso da língua portuguesa integrada com expressões moçambicanas em outros idiomas e dialetos para a formação da literatura do país.

Ungulani também disse que a diversidade literária entre os autores moçambicanos faz com que essa literatura ainda jovem desperte interesse dentro e fora do país.

A literatura moçambicana sedimentou-se especialmente após a independência de Portugal, inicialmente com publicações de contestação ao colonialismo português.

Ungulani BaKa Khosa no lançamento do livro no Brasil

Ungulani BaKa Khosa no lançamento do livro no Brasil

O livro Orgia dos Loucos, que finalmente está a ser lançado no Brasil, exemplifica o interesse do escritor, que é formado em História, em abordar o contexto das guerras.

O professor José Luis Cabaço, que foi ministro da Informação de Moçambique, no governo de Samora Machel, disse aos participantes que Ungulani é uma das vozes dos primeiros grupos da literatura moçambicana pós-independência.

Tais grupos, explicou Cabaço, superaram a literatura de combate ao colonialismo e iniciaram uma nova escola literária.

Ungulani fez parte do movimento literário Charrua, da década de 1980, no qual também pontificaram, entre outros, Armando Artur, Pedro Chissano, Hélder Muteia, Suleiman Cassamo, Filimone Meigos, Juvenal Bucuane e Eduardo White.

O seu livro Ualalapi é, segundo a crítica internacional, um dos 100 mais importantes da literatura africana do Século XX.

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