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Organizações apostam na educação ambiental para combater a seca no Huambo

  • Teodoro Albano

Gambos e Humpata são áreas beneficiadas

Um projecto de educação ambiental junto das comunidades rurais nos municípios dos Gambos e Humpata na província angolana da Huíla está ser implementado pelas organizações não governamentais da região.

O projecto iniciado em 2016 com maior incidência na circunscrição dos Gambos, que enfrenta grandes problemas de seca nos últimos anos, é uma resposta das organizações locais para mitigar o impacto das alterações climáticas.

A plantação de árvores fruteiras resistentes as alterações climáticas e sessões de educação ambiental, sobretudo na gestão dos poucos recursos hídricos disponíveis nas comunidades rurais, são os pontos fortes do projecto.

Até ao momento, mais de duas mil árvores foram plantadas com sucesso.

O assistente de projectos da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente, (ADRA), nos municípios dos Gambos e Humpata, Cecílio Elindo, destaca a importância do trabalho nas comunidades sobre as questões ambientais.

“Nós temos estado a trabalhar não só em questões ambientais como também na resiliência à seca na região, fazendo assistência a bombas de água, manutenção e reabilitação de sistemas de água já existentes”, explicou Elindo.

O activista social e o padre Jacinto Pio Wakussanga defende a construção na região dos Gambos do que designou centro de práticas agrárias.

Na visão do pároco, o referido centro seria um espaço de treinamento importante para se criar a resiliência à seca.

“Nós estamos na luta para a criação de um centro de práticas agrárias. Estamos a prestar apoios ao próprio Governo para nos construir as infra-estruturas e depois disto a igreja também vai entrar com o seu capital humano e conhecimentos para que de facto consigamos começar o espaço de treinamento e fazer experiências de melhoria das culturas antigas e naturalmente ensaios para novo tipo de culturas”, concluiu o pároco.

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