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Oposição preocupada com greve de professores na Huíla

  • Teodoro Albano

Unita diz que estão reunidas condições para se resolver o conflito pelo diálogo e Casa-CE considera ser "vergonhoso" o que se passa e culpa o Governo

Responsáveis políticos da oposição em Angola manifestaram-se na Huíla extremamente preocupados com o arrastar da greve no ensino geral.

Volvidos 45 dias da paralisação, alertaram o Governo local a esgotar todos os mecanismos possíveis de diálogo com o sindicato de professores para o consequente retorno às aulas.

Os dirigentes polítcios referem que mais do que as diferenças que separam a entidade patronal e os professores, é fundamental olhar para as consequências graves que a greve está a causar às crianças e ao futuro do país.

O secretário nacional da Juventude Patriótica de Angola (JPA), organização juvenil da Casa-CE, Rafael Aguiar qualifica de vergonhoso o problema "endémico" dos professores na Huíla.

“É vergonhoso que uma província como a Huíla, com as potencialidades que tem, todos os anos enfrente o problema endémico das greves dos professores e a atitude do Governo em relação a esta greve viola a própria constituição e não demonstra que queira resolver o problema”, disse.

O deputado Adalberto Costa Júnior, do grupo parlamentar da Unita e chefe da missão de acompanhamento daquela bancada à província da Huíla, fez saber que depois de ter ouvido o Sinprof e o Governo local concluiu que o consenso é possível.

Adalberto Costa Júnior condenou as posições extremadas de parte a parte, admitiu que a actual situação decorre do adiamento da resolução dos problemas por parte do Governo e que com a abertura ao diálogo entre as partes estão criadas as condições para o fim da greve o mais breve possível.

“ Eu penso que estão garantidas as condições de as pessoas se sentarem e encontrarem pontos de equilíbrio que traguem efectivamente uma solução para beneficiar toda a gente”, disse o deputado da Unita para quem “a perda de imagem quanto a um conflito deste não cessa ao nível das autoridades das províncias”.

A própria classe de professores sofre com a greve, sem falar dos estudantes.

Os professores têm agendado para este sábado, 26, mais uma assembleia, onde deverão receber do sindicato da classe os mais recentes resultados das negociações com o Executivo da província.

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