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Oposição critica recondução de filho do Presidente no Fundo Soberano de Angola

  • Redacção VOA

José Filomeno dos Santos

José Filomeno dos Santos

A notícia da recondução de José Filomeno dos Santos, filho do Presidente da República, no cargo de presidente do Fundo Soberano mereceu já uma forte contestação dos principais partidos de oposição angolana.

Segundo o portal de notícias angolano “Club K”, José Eduardo dos Santos terá renovado o mandato do seu filho naquela instituição através de um decreto datado de 20 de Agosto último.

A Unita, através do seu porta-voz, considera que a atitude do Presidente representa a insistência na violação da Lei da Probidade Pública que ele próprio mandou aprovar pela Assembleia Nacional.

Alcides Sakala disse que a postura de José Eduardo Santos confirma as suspeitas de que o chefe do poder executivo estaria a preparar o seu filho para o substituir na liderança do Estado.

Por sua vez, o deputado Manual Fernandes, da Casa-CE, declarou que a decisão de Santos confirma a política assente no nepotismo aplicada de forma reiterada por todos as figuras ligadas ao partido governamental.

O chefe da bancada parlamentar da PRS, Benedito Daniel considera ser “uma escolha errada” a indicação do empresário José Filomeno dos Santos por, alegadamente, ser uma figura mais preocupada com os seus negócios e por se tratar de alguém a quem não se pode pedir a prestação de contas.

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) foi criado pelo Executivo angolano em 2012 para "promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento socioeconómico" do país.

Em 2013 o Governo atribuiuo ao Fundo Soberano de Angola uma dotação de 5 mil milhões de dólares, com a transferência de 1,35 mil milhões de dólares em Junho de 2014.

Com sede em Luanda este fundo gere uma carteira de investimentos e activos distribuídos por várias indústrias e classes, incluindo acções públicas e privadas, obrigações, moeda estrangeira, derivados financeiros, títulos do tesouro ou fundos imobiliários, entre outros.

Entretanto, o investigador e jornalista Rafael Marque acusou esta instituição em 2014 de ter transferido cerca de 100 milhões de dólares a uma empresa-fantasma que serve para dar cobertura à transacções obscuras com o Banco Kwanza Invest (BKI), criado por José Filomeno dos Santos.

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