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Oposição angolana critica gestão económica do governo

  • Redacção VOA

No parlamento MPLA defende actuação do governo como "prudente" e "racional"

O parlamento angolano retomou a sua actividade legislativa com uma sessão em que os dois principais partidos na oposição voltaram a acusar o partido no Governo de pouco fazer para mitigar a actual crise económica e financeira que resulta da baixa do preço de petróleo no mercado mundial.

O deputado e da bancada parlamentar da CASA-CE , André Mendes de Carvalho disse que a actual crise resulta da forma desmedida como o Governo geriu os fundos do Estado nos tempos da bonança.

O deputado diz que a própria Assembleia Nacional não soube jogar o seu real papel.

“Fontes estatísticas estimam que o Produto Interno Bruto de Angola (PIB) de Angola em 2013 cifrou-se em 120 mil milhões de dólares. Quem dera isso a muitos países africanos!”, disse.

Adalberto Costa Júnior: "Crise é resultado de desvios e roubos "

Por seu turno, o chefe da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, disse que a actual crise tem como origem as "más práticas dos servidores púbicos".

O dirigente da UNITA acusou o governo de gastar milhões de dólares na reabilitação de infraestruturas públicas para depois privatizá-las a baixo custo a favor dos seus membros.

“Esta crise tem origem nas más práticas de um governo que não presta contas ao cidadão e onde o servidor público esqueceu o essencial da sua missão que é estar ao serviço do cidadão”, declarou.

O líder da bancada do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, considera que a actual crise só não atingiu níveis insuportáveis porque o Governo tem sabido usar “uma prudente política de utilização orçamental e monetária”.

“O executivo tem sabido usar uma política de utilização racional das reservas internacionais em divisas “, afirmou.

O político referiu que os projectos de Lei em discussão visam permitir ao Governo o aumento da base tributária em face da baixa das receitas fiscais provenientes da venda do petróleo.

A casa das leis angolana agendou para esta primeira sessão de 2016 a discussão na generalidade da Lei sobre a Actividades dos Jogos, da alteração do Código de Registo Predial e ainda da Lei da Contratação Pública.

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