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Operação Lava Jato "ataca" presidente da Câmara dos Deputados do Brasil

  • Patrick Vaz

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil.

Polícia Federal faz operação de busca e apreensão nas casas de Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro nas investigações da Operação Lava Jato é alvo hoje da Polícia Federal.

Uma operação de busca e apreensão nas casas de Eduardo Cunha em Brasília e no Rio de Janeiro foi realizada pelos agentes federais, que apreenderam celulares, computadores e documentos do parlamentar.

Outros deputados e empresários também tiveram parte dos seus bens confiscados pelos policiais federais nesta terça-feira.

Eduardo Cunha está denunciado pelo Ministério Público Federal por ter recebido luvas no valor de pelo menos 5 milhões de dólares para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, entre Junho de 2006 e Outubro de 2012.

As investigações da Polícia Federal contra Eduardo Cunha podem estar directamente ligadas às últimas denúncias contra o parlamentar que impactaram o Congresso Nacional, segundo o cientista Político Rudá Ricci, quem acredita que Eduardo Cunha está bem próximo de ser afastado do cargo.

“Nos últimos dias, houve uma profusão de denúncias no Congresso de que haveria ameaça de mote em relação ao posicionamento dos deputados. Isso gerou uma comoção muito grande nos bastidores da política obrigando obviamente a um ciclo mais fechado sobre o Eduardo Cunha. Ele deve estar nos últimos dias como presidente da Câmara dos Deputados”, destaca.

Os desdobramentos das investigações contra o parlamentar hoje não devem trazer grandes impactos no processo de impeachment contra a Presidente Dilma Roussef, segundo Rudá Ricci.

“É relativamente pequeno porque neste momento Eduardo Cunha já era dado como uma ex-liderança do ‘baixo clero’. ‘Baixo clero’ é o nome que o ex-parlamentar Ulisses Guimarães deu para os deputados que têm pouca projeção pública, são praticamente esquecidos nas negociações internas do Congresso. O que acontece agora é que não é o ‘baixo clero’ que vai votar no impeachment da Presidente. O que vemos agora é um grande leilão. Eles querem saber no momento quem oferece mais para que os prefeitos da base deles vençam as eleições municipais no ano que vem. Quanto mais se estender o processo de impugnação, mais eles se leiloam. O Eduardo Cunha de uma certa maneira mais, defende a própria pele”, ressalta.

O cientista político também acredita que essas investigações por outro lado causam grande impacto na opinião pública.

“Com o fracasso das manifestações pró-impugnação do final de semana e com esse avanço sobre a figura do Eduardo Cunha, efectivamente, no âmbito popular as coisas ficam mais confusas”, concluiu.

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