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ONU: Síria tem a maior crise de refugiados do mundo


Refugiados sírios na fronteira turca

Refugiados sírios na fronteira turca

A Agência da ONU para os refugiados disse que o número de refugiados devido ao conflito na Síria subiu aos quatro milhões, fazendo da Síria o maior caso mundial de refugiados desta geração.

Sem solução à vista para o fim do conflito, o ACNUR acredita que o número de refugiados ultrapassará os 4,35 milhões até ao final do ano.

Aquela agência revela que esse número será atingido em menos de dez meses depois de se ter chegado aos três milhões.

Em Junho, mais de 24 mil sírios fugiram para a Turquia, que já é o país que mais refugiados recebe no mundo inteiro.

Sírios Curdos de Kobani caminham para a fronteira de Suruc, na província de Sanliurfa, Turquia, Junho 26, 2015.

Sírios Curdos de Kobani caminham para a fronteira de Suruc, na província de Sanliurfa, Turquia, Junho 26, 2015.

Receber refugiados

A Turquia é a nova casa de cerca de 45 por cento dos quatro milhões de refugiados sírios na região. Jordânia, Líbano, Iraque e Egipto recebem os restantes.

O porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, disse à VOA que as condições dos refugiados naqueles países estão a piorar e que muitos estão a "afogar-se" na pobreza e no desespero.

“Temos observado um aumento de trabalho infantil, pedintes, casamentos com crianças e muito pior", disse Edwards.

Refugiados sírios na Jordânia

Refugiados sírios na Jordânia

Edwards disse ainda que o ACNUR apenas recebeu um quarto dos 5,5 mil milhões de dólares que seriam necessários para garantir a ajuda humanitária.

Para o porta-voz do ACNUR a falta de dinheiro coloca imensa pressão nos refugiados e nas comunidades locais que os recebem, acrescentando também que as agências de ajuda serão forçadas a fazer sérios cortes nos programas de refugiados porque o dinheiro disponível não é suficiente.

Geração perdida

“Programas, que são genuinamente importantes a longo prazo, como educação para crianças, saúde, entre outros, vão sofrer consequências a longo prazo. Quando se tem milhões de crianças que não podem ir para a escola, não têm a ajuda necessária de que precisam... o risco é estarmos uma criar uma geração perdida", afirmou Edwards.

Edwards disse também que muitos refugiados não vêem qualquer perspectiva de regressaram a casa num futuro próximo e isso leva a que o número aumente por toda a Europa. O desespero leva-os a correr o risco de atravessar o mar mediterrâneo.

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