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Manifestantes continuam na principal praça da capital ucraniana, Kiev

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Praça da Independência, em Kiev

Praça da Independência, em Kiev

Milhares de manifestantes permaneciam na principal praça da capital da Ucrânia, Kiev, após um dia e uma noite (segunda e terça-feira) de violentos confrontos com a polícia de intervenção, que causaram pelo menos 25 mortos.


O Presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, responsabilizou os dirigentes da oposição pela violência que aumentou de intensidade quando a polícia de intervenção carregou contra o principal reduto da oposição.

A polícia e representantes da oposição indicaram que muitos dos mortos na onda de violência foram atingidos por disparos, com dezenas de feridos com gravidade, sendo nove dos mortos agentes da polícia.

Entidades da União Europeia apelaram a uma reunião de emergência sobre a situação na Ucrânia durante a qual vai ser debatida a imposição de sanções contra os responsáveis pela violência.

O dirigente da oposição Vitali Klitschko encontrou-se com o Presidente Yanukovych, mas o encontro não forneceu qualquer resultado.

Os protestos anti-governamentais têm vindo a aumentar desde há algumas semanas com os activistas a exigir a saída de Yanukovych, após o Presidente ter desistido de um acordo comercial com a União Europeia a favor de um maior relacionamento com a Rússia.

Analistas sustentam que a ajuda financeira de Moscovo à Ucrânia constitui uma razão importante pela qual o Presidente Yanukovych optou pela Rússia, sublinhando que a União Europeia ainda não forneceu qualquer assistência.

Apesar da demissão, o mês passado, do primeiro ministro ucraniano pró-russo, Mykola Azarov, Moscovo vai continuar a desempenhar um papel importante na Ucrânia, já que o crédito de dois mil milhões de dólares vai ser determinante.


Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon afirmou estar chocado e preocupado com a escalada de violência, tendo sublinhado que a violência pelas partes é inaceitável.

Os Estados Unidos emitiram um alerta de viagem aos americanos que se encontram na Ucrânia, no sentido de tomarem cuidado em Kiev e estarem preparados para permanecer dentro de casa, se for necessário evitar os confrontos.

O vice-presidente Joe Biden telefonou a Yanukovych manifestando grande preocupação sobre a violência, tendo pedido ao presidente ucraniano para retirar as forças de segurança e exercer a máxima cautela.
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