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Relatório da OMS a ser publicado diz que 70 por cento de jovens com sida está em África

  • Redacção VOA

Organização Mundial da Saúde indica que apenas 10 por cento de homens e 15 por cento de mulheres ainda na idade jovem, na África Subsaariana, sabem do seu estado de saúde em relação a o HIV/Sida.

A OMS afirma que os governos devem rever as suas leis para tornar mais fácil aos adolescentes os testes de HIV/Sida, o acesso ao aconselhamento e tratamento.

Mais de dois milhões de adolescentes entre os 10 e os 19 anos são portadores do Sida do mundo. Aproximadamente 70 por cento desse grupo de pessoas vive na África subsaariana.

A OMS indica num relatório a ser publicado na Segunda-feira que apesar de uma redução em 30 por cento de casos de mortes no mundo relacionados a Sida na última década, a percentagem de mortes entre os adolescentes por causa desta doença ainda se situa na ordem dos 50 por cento.

Craig McClure é director associado e chefe da divisão HIV/Sida da UNICEF, diz ser necessário uma maior atenção aos adolescente quando se trata de testes e tratamentos do Sida.

“Muitas das atenções nos últimos anos têm sido viradas para os testes de HIV/Sida, para as mulheres grávidas, dando-lhes tratamentos de protecção e de prevenção de transmissão da doença aos fetos. Precisamos de alargar esses esforços para todos os adolescentes de forma que as crianças continuem livres da contaminação desde o nascimento até a idade adulta, e ainda para que esses adolescentes que vivem com o HIV tenham o acesso ao tratamento e cuidado que merecem.”

Craig McClure adianta que uma das primeiras acções é permitir que os jovens conheçam o seu estado em relação a doença.

Em vários países da Africa Subsaariana, ainda existem leis que impedem as pessoas menores de 18 anos de fazerem teste do HIV/Sida sem o consentimento dos pais.

O funcionário da UNICEF diz ainda haver uma falta de sensibilização e aconselhamento para os jovens durante e apos os testes nesses países. Acrescenta não haver programas financiados por governos e dirigidos a jovens com alertas sobre a importância desses testes.

O relatório a ser publicado na Segunda-feira apela aos governos a darem mais atenção aos adolescentes e aos programas de prevenção do HIV/Sida, assim como a reverem as políticas no que toca a idade em que devem os jovens sejam responsáveis pelo seu estado de saúde.
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