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OMS tenta desvendar mistério de bactéria em São Tomé e Príncipe

  • Óscar Medeiros

Doentes com celulite necrotizante, São Tomé e Príncipe

Apenas sete das 1.445 pessoas diagnosticadas com celulite nicrotizante ficaram totalmente curadas.

Especialistas ao serviço da Organização Mundial da Saúde (OMS) acreditam estar na posse de informações que podem levar à descoberta da bactéria que está na origem da doença rara que já afectou varia centenas de pessoas em São Tomé e Príncipe.

Depois de cerca de cinco meses de pesquisa sobre a doença que começou a ganhar força em Outubro de 2016, os especialistas apresentaram os primeiros resultados sobre a origem da chamada celulite nicrotizante que já afectou perto de 1.500 pessoas.

De acordo com Kamal Mansinho, há grandes hipóteses dos agentes patológicos envolvidos na infecção serem bactérias sensíveis a um conjunto de antibióticos disponíveis no país se o tratamento tiver inicio assim que for manifestada a doença que geralmente aparece nos braços e nas pernas.

Aquele especialista português garantiu em conferência de imprensa que três dessas bactérias já foram isoladas e que agora é preciso estabelecer a relação entre elas e as causas da infecção.

Mansinho revelou ainda ainda que são agentes bacterianos que produzem toxinas, coabitam com o ser humano e que quando atingem a pele através de uma abertura modificam a sua virulência, passando a ser mais agressivas e actuam de formas diferentes dependendo do código genético dos pacientes.

De acordo com o especialista, nesta altura há um grande número de doentes com úlceras muito profundas e extensas e que já não dependem só dos antibióticos para ficarem curados.

"Têm que passar por cirurgias e alguns até podem vir a ter limitações físicas como dificuldade em esticar o braço ou a perna se o processo de cicatrização não for acompanhado de fisioterapia", explicou.

O especialista acredita que os dados da celulite nicrotizante recolhidos em São Tomé e Príncipe vão permitir aprofundar as pesquisas sobre a doença noutros países.

Segundo as autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe, dos 1.445 casos de diagnosticados no país até agora apenas sete pessoas ficaram totalmente curadas.

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