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OGE de Angola é despesista e irrealista, diz oposição

  • Manuel José

Assembleia Naciona, Angola

Assembleia Naciona, Angola

MPLA considera ser o Orçamento possível.

A oposição parlamentar considera o Orçamento Geral do Estado para 2017 de irrealista e despesista.

UNITA, CASA-CE e PRS questionam, por exemplo, a dotação atribuída à Presidência da República que é superior a todos os departamentos ministeriais juntos.

O OGE, que suporta mais de sete trilhões de kwanzas, está neste momento a ser discutido na especialidade, depois de ter sido aprovado na generalidade com votos a favor do MPLA e FNLA e contra da UNITA, CASA-CE e PRS.

A ideia que está a ser “vendida pelo Executivo” de diversificação da economia nacional não passa de propaganda, diz Leonel Gomes, da CASA-CE.

A segunda maior força na oposição acredita que o OGE é irrealista e despesista e considera que nada tem a ver com os interesses e anseios das populações.

''É uma miragem que só se torna real com a mudança do regime em 2017, de outra forma vamos continuar a ter estragos de pretensões outras que não aquela de realizar Angola e os angolanos'', advertiu Gomes que diz “não ser possível haver diversificação da economia quando o orçamento da Presidência da República sozinho é superior a de todos os departamentos ministeriais juntos, incluindo a da Assembleia Nacional''.

Na mesma linha de pensamento, a UNITA chama a atenção para a falta de interesse que se dá ao sector social.

''Temos que virar o nosso OGE para aquilo que é o bem social, há pouca atenção ao sector social como saúde, educação, cobertura das necessidades básicas, continuamos a ver a agricultura a receber somas irrisórias, este ano recebeu apenas 1,4 porcento do total do OGE, e vemos o Executivo mais preocupado em show off visando as eleições que se avizinham”, critica o vice-presidente do partido Raul Danda.

Por seu lado, o economista e deputado pela bancada parlamentar do MPLA Manuel Nunes Júnior disse em recente entrevista à imprensa pública que este orçamento é o possível à luz das condições em que se encontra a economia angolana.

Nunes Junior afirmou ainda que a proposta do OGE pretende receber alguns contributos nesta fase de discussão na especialidade.

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