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Obama Recebe Jovens Líderes Africanos na Casa Branca


Obama Recebe Jovens Líderes Africanos na Casa Branca

Obama Recebe Jovens Líderes Africanos na Casa Branca

O presidente Barack Obama recebeu, na Casa Branca, 115 jovens líderes africanos de 46 países africanos, incluindo de Moçambique, Angola, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe para uma sessão de perguntas e respostas. É a primeira vez que um presidente americano convidou para a Casa Branca jovens líderes africanos para com eles trocar impressões.

As boas vindas aos visitantes foram dadas, ao início do dia, no Departamento de Estado, pelo Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, durante uma sessão que teve lugar no salão nobre do departamento de Estado. Carson sublinhou que hoje, mesmo, a par do encontro com o presidente Obama com estes jovens, decorrem conversações entre os EUa e ministros africanos do Comércio ao nível da AGOA, a lei do Crescimento e da Oportunidade em África.

O Secretário de Estado Adjunto americano para os Assuntos Africanos fez votos para que este encontro com os jovens, que assinala o 50 aniversário das independências africanas, não seja o fim mas o início de uma parceria continuada.

Disse Johnnie Carson: “O vosso encontro, hoje, com o presidente Obama e a realização, esta semana, do encontro do fórum da AGOA são manifestações claras do nosso profundo e claro do nosso empenhamento no futuro da África e o nosso compromisso e determinação de a ajudar África a atingir os seus objectivos e concretizar o seu grande potencial e promessa”.

Depois do seu discurso, o Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, convidou a primeira oradora do dia, a moçambicana Quitéria Guirengane, a usar da palavra. Expressando-se em português, Quitéria Guirengane, do Parlamento Juvenil de Moçambique, afirmou que o panorama com que a sua organização se confronta hoje é sombrio. E citamos: Vivemos uma democracia precária, onde o jovem apesar de constituir a maioria activa é continuamente preterido para um lugar de subalternidade e no qual apenas os jovens activistas do “lambebotismo” e do “yes-manismo” é que constituem a ínfima percentagem meramente cosmética de jovens nos órgãos de tomada de decisão, explicada pela necessidade política de visibilidade e não como factor de aprofundamento do exercício democrático do poder. Fomos e somos constantemente combatidos por nos afirmarmos como órgão apartidário e mobilizador da juventude”, disse Quitéria Fernando Guirengane, perante as centenas de jovens líderes presentes na sessão inaugural deste encontro aqui em Washington.

Aquela representante do Parlamento Juvenil Moçambicano disse ainda que “Moçambique é um exemplo avançado de um Estado partidarizado e de uma democracia precária, sublinhando que os Direitos Humanos em Moçambique são uma miragem e que o direito dos jovens à informação é constantemente violado pelas instituições públicas disfarçado de “segredo de Estado”, o que no seu entender hipoteca a transparência da coisa pública.

Os jovens líderes passaram o resto da manhã divididos em vários grupos de debate, antes do almoço, após o que seguem para a Casa Branca, não sem antes terem sido saudados pela Secretária de Estado, Hillary Clinton que se dirigiu aos jovens líderes africanos com palavras de encorajamento pelo trabalho que têm realizado nos respectivos países, incentivando-os a prosseguirem, com persistência, na obtenção de mudanças que beneficiem as novas gerações. Clinton, advertiu, porém, que a tarefa que aguarda os jovens líderes africanos não é fácil, mas notou valer a pena os sacrifícios feitos em nome do futuro de bem-estar do continente africano.

LISTA DE PARTICIPANTES DOS PALOPS

Com excepção da Guiné-Bissau, que não esteve representada, todos os restantes países africanos de expressão estão representados nesta cimeira, que termina na quinta-feira. É a seguinte a composição das delegações:

Angola - Luís Jimbo, director executivo para os Sistema Eleitorais e Democracia (IASED); Marco Peter Paula de Almeida, director comercial da Octamar – Serviços Marítimos.

Cabo Verde – Ivan Évora Santos, coordenador nacional do Instituto para a Igualdade dos Géneros e Equidade (ICIEG); Cláudia Sofia Marques Rodrigues, presidente do ICIEG; Cleonice Silva Cabral, presidente da Associação Juvenil da Igreja do nazareno de Cabo Verde.

Moçambique – Nadja Remane Gomes, advogada da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH); Paulo Lopes de Araújo, coordenador nacional, da Associação da Juventude para o Desenvolvimento e Serviço Social de Moçambique; Quitéria Fernando Guirengane, chefe da Divisão dos Negócios Estrangeiros, do Parlamento Juvenil de Moçambique.

São Tomé e Príncipe – Katya Dória de Sousa Aragão, directora executiva da Casa das artes, Criação, meio Ambiente e utopias (CACAU).

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