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Negócios dominam a agenda de Obama na Tanzânia

  • Gabe Joselow

Chegada do presidente Barack Obama a Dar Es Salaam, na Tanzânia

Chegada do presidente Barack Obama a Dar Es Salaam, na Tanzânia

Presidente americano participa numa mesa redonda com investidores e companhias americanos e africanos em Dar Es Salaam

O presidente Barack Obama vai continuar a sensibilizar a favor de relações comerciais mais forte entre África e os Estados Unidos, com a sua visita hoje a Tanzânia.

Vai ser a última paragem de sua digressão ao continente africano e que teve como palco três países.

A sua chegada a Tanzânia, o presidente Obama deverá participar numa mesa redonda de homens de negócios, com vista a auscultar dos investidores e capitalistas africanos e americanos as maiores preocupações do mundo de investimentos.

Representantes da Casa Branca, das campainhas Coca-Cola, General Electric, e Microsoft tomam parte no evento, assim como o Equity Bank do Quénia e a empresa Econet de telecomunicações do Zimbabué, entre outros.

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka representará as instituições financeiras no certame.O mesmo disse a VOA que o seu banco saúda os esforços do presidente americano ao encorajar mais investimentos privados americanos em África.

“Penso que é um bom começo porque até ao presente os países ricos interagiram com África através do prisma de ajuda estrangeira: como pode isso ajudar, e o que pode ser feito por África? Penso que esse tipo de diálogo que começa com, “esperem um momento, que podemos fazer juntos. Quais são as oportunidades, quais são os obstáculos, como podemos juntos contorna-los, é algo que penso ser muito importante, nesse momento.”

O Banco Africano de Desenvolvimento está em parceria como os Estados Unidos numa iniciativa que pretende melhorar as capacidades e redes eléctricas em África.
O plano conhecido como “Power África” é avaliado em 8 mil milhões de dólares para um período de 5 anos, e centra-se m 6 países: Tanzânia, Etiópia, Quénia, Gana, Nigéria e Libéria.

Kaberuka diz que esse tipo de projecto pode ajudar na diversificação de economias africanas e relançar a confiança nos recursos naturais.

“Se pudermos resolver o problema de electricidade, vai tornar possível a industrialização, que é o que junta valor ao que produzimos, em vez de apenas se exportar o petróleo e gás.”

Antes do encontro sobre negócios, o presidente Barack Obama deverá reunir-se com o seu homólogo tanzaniano Jakaya Kikwete para conversações bilaterais.

A Tanzânia é o maior receptor de ajuda dos Estados Unidos em África, grande parte dela através dos 700 milhões de dólares do compacto Millennium Challenge Corporation destinado a recuperar as infra-estruturas do país, um montante jamais atribuído pela agência americana a um país.

Contudo uma sondagem de opinião pública cujos resultados foram publicados na Sexta-feira, indica que houve uma queda na aceitação dos Estados Unidos, nos países visitados pelo presidente Obama nessa sua visita a África.

De acordo com a pesquisa, 70 por cento dos tanzanianos aprovam a liderança americana, uma queda em 19 por cento em comparação com o ano de 2009, quando Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos.

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