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Obama visita África para contrariar o desapontamento dos africanos

  • Dan Robinson

Presidente americano visita o Senegal, a Tanzânia e África do Sul, e deixa de fora o Quénia

O presidente americano Barack Obama estará de volta a África na próxima semana, naquela que será a sua segunda visita ao continente.

No Senegal, África do Sul e Tanzânia o presidente americano vai reafirmar o seu apoio as democracias africanas e ao progresso económico, e falará acerca da importância dos direitos humanos.

O presidente Barack Obama durante a sua vigência fez menos de 24 horas num país da África Subsaariana, e até então a sua única viagem a essa região foi em 2009 quando visitou o Gana.

Na ocasião ele discursou perante o parlamento ganense acerca da democracia, oportunidades e resolução de conflitos, e evocou no seu entender que chamou de verdade fundamental.

“O desenvolvimento depende da boa governação…É o ingrediente que está a faltar até então em muitos lugares, para se avançar. É essa mudança que pode desbloquear o potencial de Africa.”

No Senegal, a primeira paragem do presidente Obama, será acolhido pelo seu anfitrião, o presidente Macky Sall, que recentemente esteve de visita a Casa Branca no passado mês de Março na companhia de outros líderes africanos, Ernest Koroma da Serra-Leoa, Joyce Banda do Maláui e José Maria Neves de Cabo-Verde.

Essa passagem por Senegal reflecte o apoio dos Estados Unidos a democracias emergentes, segurança alimentar, aos programas de saúde e luta contra a Sida.
Obama deverá ali falar sobre os esforços conjuntos da luta de contenção do terrorismo com os países africanos, e as ameaças de grupos islâmicos extremistas em países como o Mali e a Nigéria.

O conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Den Rhodes diz que o presidente Obama está consciente do desapontamento do facto de até então ter visita a África em apenas uma ocasião, e está determinado a mudar esse sentimento.

“Os Estados Unidos poderiam estar a ceder a sua posição de liderança no mundo se o presidente americano não estivesse profundamente engajado em África. E isso é o que vai fazer.”

Jendayi Frazer, uma antiga alta funcionária da administração do presidente George W. Bush, e actualmente a trabalhar no Conselho para as Relações Externas, diz que os Africanos e muitos líderes locais sentiram-se abandonados pelo actual governo.

“Que ele não tenha estado engajado, que ele não tenha tido mais diálogo com eles, e que a sua administração não tem tido uma maior influencia, particularmente quando eles comparam com os engajamentos importantes que estão a ter com a China.”

Julius Agbo, da Brookings Institution dá créditos ao presidente Obama pelo reforço das instituições democráticas, iniciativas de paz e segurança, e de segurança alimentar. Para ele a administração Obama assegurou os níveis de ajuda, mas os africanos continuam desapontados com o baixo nível de investimentos directos americanos.

“Os africanos na sua maioria têm estado desapontado com o facto de os Estados Unidos não estarem a investir o suficiente no continente o que poderia teria ter ajudado a garantir emprego para milhões de jovens formados que se encontram desempregados.”

Na África do Sul, o país que a Casa Branca considera como um modelo para África, o presidente Obama vai debater os progressos económicos e democráticos. Ele deverá encontrar-se com o enfermo antigo presidente Nelson Mandela.
Jenday Frazer fala da importância dessa passagem pela África do Sul.

“A África do Sul é a maior economia da África Subsaariana, e tem uma forte democracia e instituições fortes apesar dos desafios que se impõem, e certamente que há grandes problemas, mas é de importância estratégica para os Estados Unidos, pela sua grande influência na União Africana e ao nível da região, particularmente na África Austral.”

Obama colocou deliberadamente o Quénia, o país donde é originário o seu pai, de fora da sua agenda de digressão. O presidente queniano Uhuru Kenyatta, assim como o vice-presidente William Ruto, têm por julgar no Tribunal Penal Internacional acusações de crimes contra humanidade ligados a violência pós-eleitoral de 2007/08 naquele país.

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