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Presidente Obama aprova apoio à rebelião síria


Jay Carney, porta-voz da Casa Branca revelou que o governo americano aprovou um fundo de 12 milhões de dólares de ajuda aos deslocados internos e refugiados nos países vizinhos

Jay Carney, porta-voz da Casa Branca revelou que o governo americano aprovou um fundo de 12 milhões de dólares de ajuda aos deslocados internos e refugiados nos países vizinhos

Governo americano tem financiado através de agencias secretas as operações das forças rebeldes assim como as ajudas humanitárias

O chefe das operações de manutenção da paz das Nações Unidas, Herve Ladsous disse no final de uma reunião de Conselho de Segurança que a grande batalha principal em torno da cidade síria de Aleppo está para começar.
Entretanto responsáveis da Casa Branca desmentiram informações segundo as quais o presidente Barack Obama teria assinado ordens prevendo o envio de apoios americanos as forças anti-governamentais na Síria.
O porta-voz da Casa Branca Jay Carney não negou no entanto que os Estados Unidos estivessem a apoiar as forças rebeldes na Síria. Carney disse a jornalistas que a política da administração americana de fornecer ajuda não-letal a oposição não mudou.
Carney afirmou que, não acreditavam que aumentar o número de armas na Síria, era o que seria necessário para uma transição pacífica.
A agência Reuters tinha reportado na Quarta-feira que o presidente Obama assinou uma ordem secreta no início do ano autorizando o apoio americano aos rebeldes sírios. A notícia indica que a tal ordem permite a CIA e outras agências americanas de fornecerem ajudas que permitam a oposição derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad.
Ammar Abdulhamid um activista sírio dos direitos humanos, na Fundação para a Defesa e Democracias com sede aqui em Washington disse que os seus contactos na Síria não têm provas de algum apoio de envergadura aos rebeldes.
“Realmente não vejo nenhuma intensificação desses esforços. Vejo sim muita fuga de informação que, parecem a meu ver, ser apenas um acto para mostrar que alguma coisa está a ser feita. Mas a verdade é que até então no terreno não foi detectado algum envolvimento real americano nas operações militares em curso no país.”
O Departamento do Estado indicou na Quarta-feira que o governo americano desbloqueou 25 milhões de dólares de ajudas não-letais a oposição síria, e grande parte desse fundo foi usada na compra de equipamentos de comunicação.
O porta-voz da Casa Branca informou também que o presidente Obama aprovou ontem um outro pacote de 12 milhões de dólares destinados a ajuda humanitária na Síria e nos países vizinhos.
Em Nova Iorque o chefe das operações de manutenção da paz da ONU, Herve Ladsous disse numa reunião com membros do Conselho de Segurança que a espiral de violência na Síria está em crescendo.
“O foco há duas semanas era na cidade de Damasco. Actualmente está em Aleppo, onde tem havido uma grande concentração de meios militares e onde temos razões para acreditar que a grande luta está para começar.”
Ladsous adiantou que a oposição síria está altamente armada com tanques e homens. Mas precisou que os monitores das Nações Unidas não tinham visto a oposição usar essas armas contra as forças governamentais.
O funcionário da ONU afirmou a jornalistas que a missão de observação das Nações Unidas continua a cumprir o seu mandato. Criada em Abril passado esta missão tem por objectivo supervisionar o cessar-fogo entre o governo e a oposição. Mas a violência aumentou obrigando a suspensão das suas operações em meados de Junho. No mês seguinte, a metade dos 300 observadores militares da ONU se tinha retirado da Síria.

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