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Obama pede mais liberdade para jornalistas e oposição na Etiópia

  • Redacção VOA

Presidente Barack Obama e primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn

Presidente Barack Obama e primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn

…e no Quénia defendeu mais combate à corrupção.

O Presidente Barack Obama disse, nesta segunda-feira, 27, em Addis Abeba, que os Estados Unidos e a Etiópia são “parceiros fortes” em muitos assuntos, mas defendeu que o Governo etíope deverpermitir que os jornalistas e a oposição trabalhem mais livremente.

A abertura de espaço para os jornalistas e oposição “irá fortalecer mais do que inibir” a agenda do partido no poder, disse Obama numa conferência de imprensa, após conversações que considerou “francas” com o primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn.

No encontro, Obama e Desalegn destacaram o desenvolvimento económico, a democratização da Etiópia, o combate ao terrorismo e questões sobre o Sudão do Sul e Somália.

Obama elogiou o crescimento económico da Etiópia, que libertou milhões de pessoas da pobreza extrema e destacou o papel vital desse país no combate ao grupo islâmico al-Shabab.

Aliás, os Estados Unidos consideram a Etiópia um aliado importante no combate ao grupo extremista al-Shabab e na estabilização da Somália.

Por sua vez, o primeiro-ministro Hailemariam Desalegn afirmou que a Etiópia está comprometida em melhorar os direitos humanos e a governação: "O nosso compromisso com a democracia é real, não é superficial”, garantiu.

Obama disse aos jornalistas que se orgulha por ser o primeiro Presidente dos Estados Unidos a visitar a Etiópia e que o acontecimento realça a importância que a sua Administração dá a este país e a toda África.

Antes do encontro, grupos de direitos humanos pediram ao presidente Obama para exigir reformas na Etiópia, onde o partido no poder ocupa 100 por cento dos assentos parlamentares e mantém um cerco apertado à imprensa.

Na conferência de imprensa, Obama affirmou que a situação no Sudão do Sul está a “piorar cada vez mais” e que os Estados Unidos e os países da África Oriental irão discutir formas de se alcançar um acordo de paz.

O governante disse que o presidente do Sudão e os líderes da oposição teimam em olhar para os seus próprios interesses e não os do país.

Durante a estada em Adis Abeba, Obama vai se encontrar com os líderes do Quénia, Etiópia, Uganda e União Africana para discussões em torno da guerra civil no Sudão do Sul.

Ainda em Adis Abeba, na terça-feira, 28, o Presidente Obama visitará a sede da União Africana, antes do regresso a Washington.

Entretanto, a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos tencionam disponibilizar pelo menos 40 milhões de dólares americanos para apoiar o combate ao extremismo na África oriental.

A esse montante são acrescidos 465 milhões propostos para a formação, apetrechamento e capacitação para conter o extremismo no continente.

Esta ajuda surge numa altura em que funcionários da Casa Branca condenam o ataque a bomba, domingo, ao Jazeera Hotel, em Mogadíscio, que matou pelo menos 13 pessoas.

Antes da Etiópia, Obama visitou, durante dois dias, o Quénia, a terra natal do seu pai, onde foi chamado "filho de casa".

Em Nairobi, Obama elogiou as conquistas desde a independência em 1963, entre as quais o fim do regime monopartidário e a eliminação da violência tribal e étnica de 2007.

"O povo do Quénia escolheu não ser conhecido pelos ódios do passado (…) escolheu uma história melhor,” disse Obama.

Para o Presidente americano, o sucesso do Quénia depende de três pilares cruciais: "uma governação democrática forte e transparente, desenvolvimento económico universal, e forte sentido de identidade nacional que rejeita conflitos para se ter um futuro de paz e reconciliação”.

Ele apelou o país para cada vez mais combater a corrupção. “Cada xelim (a moeda do Quénia) pago como suborno poderia estar no bolso de alguém que faz o seu trabalho diário honestamente”, lembrou o Presidente.

Nas suas intervenções, Obama deu especial atenção à igualdade de género.

Para ele, “o Quénia não terá sucesso se tratar as meninas e mulher como cidadãs de segunda classe”.

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