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Obama pede desculpas pelo ataque no Afeganistão

  • Redacção VOA

Hospital dos Medicos Sem Fronteiras em Kunduz

Hospital dos Medicos Sem Fronteiras em Kunduz

Director executivo da organização Médicos Sem Fronteiras quer investigação independente para saber se o ataque a um hospital em Kinduz.

O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama prometeu uma investigação profunda e transparente ao bombardeamento de um hospital de campanha no Afeganistão, que matou 22 pessoas no interior do edifício, incluindo três crianças, na terça-feira.

Numa conversa telefónica na quarta-feira, o Presidente pediu desculpas à directora da organização Médicos Sem Fronteiras pelo bombardeamento de Kunduz.

Ele apelou igualmente ao presidente do Afeganistão para apresentar condolências pela morte de civis.

O Departamento da Defesa admitira a responsabilidade no passado dia 3 de Outubro pelo bombardeamento efectuado a pedido de Cabul.

Zlatica Hoke refere que os Médicos Sem Fronteira solicitam uma investigação independente para determinar se o bombardeamento constitui um crime de guerra.

“O Presidente assegurou à doutora Liu que a investigação do Departamento de Defesa que se encontra em curso vai fornecer informação transparente, completa e objectiva dos factos e das circunstâncias do incidente e que, se for necessário, ele irá introduzir mudanças que vão tornar tragédias como esta menos possíveis de ocorrer no futuro”, disse o porta-voz de Obama.

Os Médicos Sem Fronteiras desejam uma investigação independente ao bombardeamento por não terem confiança na investigação na imparcialidade nas investigações militares dos Estados Unidos, da NATO e dos Afegãos.

O director executivo dos Médicos Sem Fronteiras Jason Cone solicitou ao Presidente Obama para consentir numa comissão de recolha de factos.

Segundo ele, ao permitir isso irá constituir um sinal poderoso do compromisso do Governo dos Estados Unidos e o respeito pela lei humanitária internacional e os regulamentos da guerra.

A organização Médicos Sem Fronteiras, sediada em Paris, indicou que 10 doentes e 12 elementos do seu pessoal foram mortos no bombardeamento e mais de 30 pessoas ficaram feridas.

Sem o hospital, dezenas de milhares de pessoas em Kinduz encontram-se se cuidados médicos adequados.

O sector militar do Afeganistão acreditou que rebeldes Talibã estavam a disparar de dentro das instalações hospitalares e solicitou o apoio aéreo dos Estados Unidos.

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