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Obama considera massacre de Orlando de "acto de terror"

  • Redacção VOA

Presidente Barack Obama fala sobre o massacre de Orlando

Presidente Barack Obama fala sobre o massacre de Orlando

Ex-mulher de Omar Mateen diz que era violento e batia nela frequentemente.

O Presidente dos EstadosUnidos classificou o pior tiroteio em massa na história dos Estados Unidos, realizado neste domingo, 12, em Orlando, como "um acto de terror" e "um acto de ódio".

"Hoje, como norte-americanos, estamos de luto pelo assassinato brutal, um massacre terrível de dezenas de pessoas inocentes", declarou Barack Obama na Casa Branca.

Na sua intervenção,Obama reiterou que os Estados Unidos não vão ceder ao medo.

"Em vez disso, vamos permanecer unidos como norte-americanos para proteger o nosso povo e defender a nossa nação e para tomar medidas contra aqueles que nos ameaçam", reiterou o Presidente, lembrando que o ataque foi contra todos os norte-americanos.

Ele ordenou que a bandeira na Casa Branca fosse içada a meio mastro em homenagem às vítimas.

Omar Mateen, autor do massacre de Orlando

Omar Mateen, autor do massacre de Orlando

O atirador, que foi identificado como o morador da Flórida Omar S. Mateen, foi morto pela polícia chamada ao local.

Um congressista dos EUA disse que Mateen pode ter prometido fidelidade ao grupo militante Estado Islâmico, mas as autoridades norte-americanas advertiram não ter evidências directas de uma conexão.

Cinquenta e três pessoas ficaram feridas no tumulto, que superou as 32 pessoas mortas no massacre de 2007 na universidade Virginia Tech.

Obama disse que era apropriado ao FBI investigar o massacre como um acto de terrorismo e disse que "não pouparia esforços" para determinar se o atirador havia se inspirado ou associado a um grupo extremista.

O Presidente também chamou o tiroteio de um novo lembrete de "como é fácil alguém colocar as mãos numa arma que lhes permite atirar em pessoas numa escola, numa casa de culto, num cinema ou numa discoteca".

O atirador

O FBI, a polícia de investigação americana, confirmou que Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, é o autor do massacre.

De acordo com as autoridades, ele comprou legalmente duas armas de fogo na última semana.

O agente do FBI Ronald Hopper disse em conferência de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal ao Estado Islâmico.

O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho e foi interrogado em duas ocasiões.

Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado actualmente, nem se encontrava sob observação do FBI.

Uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um "guerreiro" do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen, mas as autoridades não confirmam.

O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo tiroteio.

O suspeito é americano, nascido em Nova Iorque,filho de pais afegãos e mora na cidade de Port St. Lucie, na Flórida.

Segundo o jornal Washington Post, o pai do suspeito chama-se Seddique Mateen e apresentava um programa sobre política em que apoiava o regime talibã.

Ainda segundo o jornal, Seddique chegou a se declarar candidato a presidente do Afeganistão.

Em entrevista ao canal de televisão NBC, o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e apontou a homofobia.

"Isto não tem nada a ver com a religião", disse, acrescentando que o seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens beijarem-se em Miami. "

Peço desculpas pelo incidente. Não éramos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque da mesma forma que todo o país", disse.

A ex-mulher de Mateen disse ao "Washington Post" que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eram casados.

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