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Obama condena fácil acesso a armas depois de massacre

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Dylann Storm Roof

Dylann Storm Roof

Dylann Storm Roof, o suspeito de matar nove pessoas, já foi detido.

A polícia americana prendeu nesta quinta-feira, 18, um jovem suspeito de ter morto a tiro nove pessoas ontem à noite numa igreja metodista, considerada histórica, da comunidade negra da Carolina do Sul.

Dylann Sotrm Roof, de 21 anos, foi detido em Shelby, no mesmo Estado, a cerca de 230 quilómetros do local do ataque.

Há momentos, o Presidente americano falou à nação e apontou o dedo ao uso de armas: "Pessoas inocentes foram mortas porque alguém que queria fazer mal não teve dificuldades em encontrar uma arma”, realçou Obama, lembrando que factos como estes não acontecem em países mais avançados com tanta frequência.

Na sua intervenção, o Presidente lembrou que a igreja é um lugar sagrado na história de Charleston e da América. “Agora é tempo de luto, mas os Estados Unidos têm de enfrentar esse tipo de violência”, reiterou Obama.

Para o Presidente, qualquer disparo é uma tragédia, mas especialmente num lugar de adoração, onde as pessoas buscam paz e consolo.

O chefe de polícia local Gregory Mullen avisou anteriormente que o jovem era considerado extremamente perigoso.

"Uma pessoa horrível, entrar lá e matá-los é inexplicável, obviamente o acto mais intolerável e inacreditável possível", disse a repórteres o presidente da Câmara Municipal de Charleston, Joe Riley.

"A única razão pela qual alguém poderia entrar numa igreja para atirar em pessoas que estavam a orar é o ódio", concluiu.

Segundo o chefe da polícia de Charleston, Gregory Mullen, o acusado ficou durante quase uma hora com o grupo, que estudava a Bíblia dentro da igreja antes de disparar.

No tiroteio morreram nove pessoas, sendo três homens e seis mulheres, todas de cor negra. Entre as vítimas mortais figura o pastor Clementa Pinckney, uma figura importante da comunidade negra local e representante democrata no Senado do Estado.

O incidente fez lembrar um ataque a bomba de 1963 contra uma igreja afro-americana em Birmingham, Alabama, que matou quatro meninas e impulsionou o movimento dos direitos civis dos anos 1960.

Dylann Sotrm Roof terá recebido uma arma do pai como presente de aniversário de 21 anos em Abril, disse tio dele à Reuters nesta quinta-feira. Era uma pistola de calibre 45.

Carson Cowles disse ter reconhecido Roof numa foto divulgada pela polícia, e o descreveu como quieto e calmo.

Entretanto, na sua página de Facebook, o jovem aparece numa fotografia vestido com um casaco negro com emblemas da bandeira sul-africana do tempo do regime segregacionista do apartheid, e da bandeira da Rodésia, actual Zimbabué, na altura dirigido apenas por brancos.

Segundo o FBI, citado pelo jornal local Post and Courier, Dylann Sotrm Roof vive na região de Columbia, a capital do Estado da Carolina do sul, no sudeste dos Estados Unidos.

A justiça federal norte-americana abriu "em paralelo e em cooperação" com as autoridades locais um inquérito por "crime de ódio" com motivações racistas, segundo precisou o Departamento de Justiça norte-americano.

A designação de crime de ódio permite activar meios federais adicionais.

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