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Obama combate desemprego a pensar nas eleições de 2012


Obama combate desemprego a pensar nas eleições de 2012

Obama combate desemprego a pensar nas eleições de 2012

Índice de aprovação do Presidente é o mais baixo desde a sua chegada à Casa Branca

O presidente americano, Barack Obama, discursa esta semana perante o Congresso dos Estados Unidos para apresentar um plano de criação de emprego.

Com o desemprego mais alto desde 1984, o índice de aprovação presidencial ao nível mais baixo desde que chegou à Casa Branca, e eleições dentro de pouco mais de um ano, o discurso é visto como um dos mais importantes da presidência de Obama.

Uma sondagem publicada pelo jornal The Washington Post, só tem más notícias para o Presidente: apenas 43% pensam que ele está a desempenhar bem as suas funções; 60% julgam que ele não está a cuidar bem da economia do país; 65% dizem que o país vai na direcção errada.

Com o desemprego nos 9,1% (o mais alto nos últimos 27 anos), Barack Obama precisa de combater a onda de pessimismo que o país vive, para poder encarar as possibilidades de re-eleição com optimismo.

Mas a maioria dos americanos diz que as acções do presidente estão a fazer piorar o estado da economia e, por uma margem de 2 para 1, dizem que estão agora em pior estado financeiro do que aquando da chegada de Obama à Casa Branca.

É com este pano de fundo que Obama se dirige ao país, na quinta-feira, num discurso em que apresenta ao Congresso várias propostas para a criação de novos empregos.
No sistema americano, o presidente não tem prerrogativas legislativas e todas as suas propostas carecem de aprovação no Congresso, onde os republicanos – sendo minoria – têm votos suficientes para lhe dificultar a vida.

Ainda não se sabe que propostas vão ser feitas, mas numa deslocação, ontem, a Detroit, o Presidente mencionou a necessidade de construir e reabilitar pontes e estradas, lembrando que há um milhão de trabalhadores desempregados à disposição das empresas de obras públicas.
O presidente deverá desafiar os republicanos a apoiar uma campanha de re-construção de infra-estruturas, como forma de aumentar o emprego.

Os adversários republicanos de Obama insistem, que o governo não deve criar emprego, mas, sim, criar condições para a criação de empregos, através de menos impostos, e menos regulamentação.

Apesar de os republicanos serem ideologicamente contrários à ideia de o governo criar emprego, o estado do país poderá obrigá-los a apoiar a ideia de Obama, sob pena de poder parecer que não estão interessados em resolver o problema do desemprego que afecta mais de 14 de milhões de americanos.

Obama pretende desafiá-los a apoiar as suas ideias, ou deixarem a ideia de que só têm críticas mas não ideias construtivas.

Os presidentes americanos re-eleitos nos últimos 30 anos (Ronald Reagan, Bill Clinton e George W. Bush) tinham todos um índice de aprovação a rondar os 50% no ano anterior às eleições.

Por isso, por os seus números serem inferiores a 50%, a situação de Obama é tão delicada. De tal forma que alguns analistas dizem que o futuro da sua presidência depende da sua capacidade em resolver, ou pelo menos aliviar, o problema do desemprego.

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