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Nyusi pressionado para assumir a Frelimo

  • Ramos Miguel

Filipe Nyusi

Filipe Nyusi

Factor "maconde" pode ser decisivo.

O debate sobre os dois centros de poder em Moçambique está ao rubro e o analista político Luis Loforte diz que há vertentes na Frelimo, incluindo o factor "maconde", que poderão forçar o chefe de Estado, Filipe Nyussi, a reivindicar o poder da presidência do partido, neste momento nas mãos de Armando Guebuza.

Nyussi não é uma figura influente na Frelimo, mas tem por detrás dele um conjunto de forças que o vão incentivar a reforçar o seu papel no partido.

Luís Loforte afirma que, com o apoio dessas forças, poderá resultar que Filipe Nyussi seja levado a reivindicar a Presidência do partido exactamente para satisfazer essas correntes.

Loforte afirmou que a ideia é que essas correntes não se tornem evidentes, mas que usem aquilo que é natural na espécie humana, de reivindicar um poder de decisão "e para que a sociedade sinta que é ele, realmente, que incorpora a influência do desenvolvimento moçambicano das decisões, mas que na verdade, apenas pode servir para que aqueles que o suportam não apareçam, objectivamente, a dizer isso, mas servindo-se dele para expressar aquilo que são as suas ideias".

Neste processo, o factor maconde, um grupo étnico, maioritariamente da província nortenha de Cabo Delgado e que desempenhou um papel importante durante a luta armada de libertação nacional poderá ser bastante influente. Faz parte deste grupo Alberto Chipande, um general bastante influente em Moçambique.

Na opinião do analista, o factor "maconde" é o próprio compromisso ancestral da Frelimo, porque, depois do pessoal do sul, tudo levava a crer que havia o sentimento de que os macondes deviam ser contemplados com a Presidência da República, tal como a Frelimo, após "macondes", há-de ser o "nyanja", da província do Niassa, também no norte de Moçambique. O antigo primeiro-ministro Aires Aly pertence à etnia nyanja.

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