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General Numa nega ter criticado Isaías Samakuva

  • Manuel José

General Abilio Kamalata Numa,

General Abilio Kamalata Numa,

O general diz que questões partidárias foram analisadas "frontalmente" na reunião da Comissão Política.

O general Abílio Kamalata Numa negou notícias de que ele e outra proeminente figura da UNITA, Lukamba Gato, tivessem criticado a actuação do presidente Isaías Samakuva na liderança do partido.

As notícias foram divulgadas no dia em que encerrou em Luanda uma reunião de dois dias do órgão máximo da UNITA, a Comissão Política.

Em entrevista à VOA, Numa disse não saber de onde “terá saído esta ideia" mas afirmou não poder descartar que tudo possa ter partido do partido no poder, o MPLA.

"Estamos aqui numa actividade de concorrência entre MPLA e a UNITA e é preciso estar sempre atento a isso”, disse afirmando que tendo em conta que o seu partido estava envolvido nestes dois últimos dias “numa actividade democrática … com certeza há sempre uma mão invisível que aparece, é o jogo político".

Numa disse ainda que na reunião da Comissão Política se tinham colocado “frontalmente os problemas do nosso partido”, mas acrescentou que o que apareceu publicado “não me vincula”.

Entretanto, a notícia de críticas à gestão de Isaías Samakuva foi publicada no sítio da Deutsche Welle (DW), a rádio Voz da Alemanha. A referida reportagem – assinada pelo seu correspondente em Benguela, Nelson Sul d´Angola - citava o general Gato, em afirmações feitas à margem de um seminário na província do Huambo, e que o correspondente gravou.

Aquele dirigente, segundo a DW, terá dito que uma das principais razões que provoca o abandono de muitos militantes das fileiras da Unita tem origem na ''falta de diálogo permanente'' por parte da direcção do seu partido.

Por seu lado, e ainda segundo notícia da DW, o general Numa pensa que a actual liderança não tem sido capaz de fazer uma verdadeira oposição contra o Governo.

Em declarações feitas também à margem do referido seminário, e citadas pelo correspondente da DW, o general Numa teria defendido que "precisamos de uma liderança firme na Unita. A liderança actual do meu presidente Samakuva é uma liderança que vai fazendo o que pode, mas não pode pressionar o MPLA para as alterações que Angola precisa. Temos de mudar isso tudo, só nesse contexto é que todos esses aspectos irão mudar", concluiu o general Numa citado pela DW.

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