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Novo escândalo da Petrobrás estremece campanha eleitoral no Brasil

  • Maria Cláudia Santos

Dilma Roussef

Dilma Roussef

As campanhas dos candidatos começam a ser alteradas por causa do escândalo e Dilma Roussef fica no olho do furacão.

A pouco menos de um mês das eleições presidenciais no Brasil, um novo escândalo envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente Dilma Rousseff, estremece o cenário eleitoral.

Em todo o país e nas redes sociais, o assunto nos últimos dias é um só: as denúncias do suposto envolvimento de dezenas de políticos petistas e da base aliada numa rede de corrupção na estatal Petrobrás.

Uma reportagem exclusiva, publicada no fim-de-semana pela revista Veja, aponta que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, denunciou à Polícia Federal brasileira 30 políticos, que teriam sido beneficiados com pagamento de luvas, por meio de contratos entre a estatal e fornecedores.

A presidente Dilma Rousseff garante que não sabia da rede de corrupção na Petrobrás, que não sabe até hoje os detalhes dessas denúncias e que o Governo está a investigar o caso.

“Foram órgãos do Governo que levaram a essa investigação. Foi a Polícia Federal. Não caiu do céu. Foi uma iniciativa da polícia federal e de outros órgãos, como o Ministério Público e o judiciário. O Governo está a investigar essa questão. Enquanto não me derem os dados oficiais eu não tenho como tomar um providência”, afirma.

Mas, os opositores da petista não aceitam as explicações da presidente e cobram respostas. O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, lembra que uma organização criminosa funcionava dentro da estatal. “Eu não condeno previamente ninguém, mas que existia, segundo o diretor mais importante da empresa, uma organização criminosa funcionando dentro dela durante todo esse período de governo, isso me parece, segundo a polícia federal, um fato inquestionável”, disse.

Aécio Neves afirma, ainda, que a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff deve explicações ao país: “É uma empresa que teve sempre uma atenção muito próxima da Presidente da República, não dá para dizer que não sabia de nada. Esse é o resultado mais perverso daquela que para mim é a pior das marcas do governo do PT, o aparelhamento do Estado brasileiro.“

Marina Silva, candidata pelo PSB que junto de Dilma lidera as pesquisas de intenções de votos no Brasil, também exige apuração rigorosa do caso. “Nesse momento todo o Brasil e todos nós aguardamos as investigações dos desmandos na Petrobrás que ameaçam o futuro da estatal e o futuro do pré-sal”, afirma Marinha.

Enquanto se exige respostas e explicações, analistas começam a discutir quais os impactos que essa nova “bomba” pode gerar na corrida pela presidência do Brasil, já atingida pela queda de um avião que matou um dos candidatos, Eduardo Campos.

As campanhas dos candidatos começam a ser alteradas por causa do escândalo. Aécio Neves já redireciona, sobretudo peças de propaganda, para um ataque à petista com foco nas novas denúncias. A presidente Dilma Roussef também está a rever estratégias e a equipa.

No Congresso Nacional, a oposição começa a se mobilizar para levar as novas denúncias à Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) que já investiga a Petrobrás.

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