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Nova fundação luta pela biodiversidade em Moçambique


Combate à caça furtiva deverá ser priorizado

Em Moçambique, a caça furtiva está a assumir proporções preocupantes. Exemplo disso é a apreensão de inúmeras quantidades de cornos de rinoceronte e pontas de marfim na província de Maputo. Para desenvolver acções que visam à conservação da biodiversidade foi criada em Maputo uma nova fundação.

Para fazer face a acções de conservação da natureza, foi apresentada, em Maputo, a Biofund - Fundação da Conservação da Biodiversidade, que tem por objectivo a criação de condições de sustentabilidade para a gestão do sistema nacional das áreas de conservação.

Para o presidente da República, Filipe Nyusi, uma das prioridades do Biofund deverá ser a protecção de recursos naturais, com realce para o combate à caça furtiva.

"Este crime não é apenas contra a nossa fauna e nossa flora; é um crime contra a nossa economia; é um crime contra a riqueza que pertence a todos nós. A batalha será dura," disse Nyusi.

E para vencer esta batalha está envolvida a Universidade Eduardo Mondlane, que pretende oferecer o seu saber para acções de avaliação, quantificação e no estudo de práticas apropriadas de gestão da fauna e flora no país. A contribuição inclui o aumento de pessoal formado na área, afiançou Orlando Quilambo, reitor da maior universidade do país.

A comunidade internacional abraçou esta iniciativa. O embaixador da Alemanha, Pfilipp Schuarer, anunciou que o seu país vai financiar as actividades da Biofund em 10 milhões de euros. "Ainda neste ano vamos disponibilizar mais de seis milhões de euros para o fundo fiduciário do Biofund," disse Schuarer.

Os Estados Unidos da América também vão entrar nesta iniciativa, que tem enormes desafios pela frente, atestou o embaixador Douglas Griffiths.

O Biofund é uma parceria público-privada entre a Administração Nacional das Aéreas de Conservação, sociedade civil e um grupo de parceiros internacionais do domínio da conservação.

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