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Coreia do Norte vai reiniciar operações nucleares

  • Steve Herman

Kim Jong Un

Kim Jong Un

Coreia do Sul - Lamentável o anuncio de Pyongyang

A Coreia do Norte anunciou ir reiniciar as operações nucleares no complexo de Yongbyon, para produzir mais armas nucleares e para aumentar a produção de energia eléctrica.

A decisão deve exacerbar a já de si tensa situação na península coreana.

Segundo os média estatais Norte Coreanos, um porta-voz do departamento da energia atómica indicou que vai ser reactivado o reactor nuclear de cinco megawatts em Yongbyon.


O porta-voz indica que a operação inclui a instalação de enriquecimento de urânio e o reactor de grafite que tinha sido desactivado ao abrigo do acordo obtido nas conversações a 6 de Outubro de 2007.

A decisão foi adoptada como parte da acção estratégica anunciada por Kim Jong Un de avançar simultaneamente com a construção económica e das forças armadas nucleares.

Na Coreia do Sul, o porta-voz do ministério dos Estrangeiros classificou de verdadeiramente lamentável o anuncio da Coreia do Norte.

O porta-voz sustenta que a Coreia do Norte deve manter as suas promessas e acordos e prosseguir com a desnuclearização da península coreana.

A instalação de Yongbyon foi encerrada ao abrigo do acordo alcançado em 2007 com os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão e a Coreia do Sul.

O Norte destruiu a torre de arrefecimento no ano seguinte, e deverá ter necessidade de a reconstruir antes de poder iniciar o reactor.

A reconstrução da instalação vai possibilitar à Coreia do Norte fabricar mais armas nucleares através da extracção de plutónio altamente enriquecido das barras radioactivas que não utilizáveis para a produção de energia eléctrica.

Os cientistas indicam que o reactor terá necessidade de funcionar durante cerca de um ano antes que a Coreia do Norte possa extrair plutónio suficiente para a produção de uma bomba nuclear adicional.

Antes do anúncio por parte de Pyongyang, a presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye efectuou uma reunião com os ministros da defesa e o director dos serviços secretos.

O porta-voz presidencial indicou que fora decidido da necessidade de castigar fortemente a Coreia do Norte, se existir provocação.

Mas refere o porta-voz é mais importante possuir forte dissuasão diplomática e militar para assegurar que a Coreia do Norte não inicie qualquer provocação.

A declaração foi efectuada poucos minutos antes do anúncio de Pyongyang sobre a central de Yongbyon.

Os Estados Unidos enviaram navios antimísseis em apoio das declarações públicas de que considera muito sérias as ameaças militares norte-coreanas.

O porta-voz do ministério da Defesa sul coreano indicou estar a ser mantida a observação dos locais de lançamento dos misseis norte-coreanos.

O porta-voz indicou não existirem sinais de lançamento iminente de misseis, que as actividades detectadas não podem ser reveladas.

Em Dezembro, analistas de informação foram apanhados de surpresa quando um míssil de três andares transportando um satélite descolou daquele local.

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