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No Uige é preocupante a situação de antigos militares


Angola Uige

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O que está em causa são os processos constituídos pelos ex-militares do antigo exercito do ELNA da UPA FNLA que até agora não foram deferidos pelo Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra.

A "péssima" condição social a que estão submetidos muitos dos ex-militares do antigo exercito do ELNA, da UPA FNLA, na província do Uíge, está a ser considerada pelos antigos guerrilheiros que combateram o colonialismo português como tendo atingido níveis críticos de preocupação.

O cenário que se vive é de total insatisfação e, segundo relatos dos antigos combatentes e veteranos da pátria que contribuíram para a independência do país, poderá a qualquer momento desembocar em manifestações para repudiar as "péssimas condições sociais" em que se encontram mergulhados.

O que está em causa são os processos constituídos pelos ex-militares do antigo exercito do ELNA da UPA FNLA que até agora não foram deferidos pelo Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra.

Os subsídios dos combatentes em causa - considerados por eles como uma gota no oceano -, a falta de ingresso dos seus processos na caixa social, a situação habitacional e a falta de apoio por parte do governo são algumas das queixas apresentadas e que poderão servir de mola impulsionadora para a organização de uma manifestação em toda a província.

Joaquim Afonso secretario provincial da FNLA no Uíge, considerou a situação dos seus membros como "altamente crítica".

Antiga guerrilheira Maria André, que em 1969 foi uma das transportadoras de material de guerra que combateram os portugueses na fronteira entre Angola com RDC, onde se refugiou durante o conflito armado, afirmou que foram momentos difíceis e que devem ser compensados num pais independentes há 39 anos.

“Nós crescemos no Congo com sofrimento, levávamos o material na cabeça para apoiar os nossos militares da UPA, marchávamos a pé centenas de quilómetros, agora que o nosso país tornou se independente e terminada a o conflito armado que o país estava mergulhado queremos nossas pensões”, protestou.

O partido liderado por Lucas Bengui Ngonda tem reunido mais de 4000 processos dos ex-militares do antigo exercito do ELNA da UPA-FNLA a nível nacional. Na província do Uíge são cerca de 1000 processos dos antigos combatentes que continuam a clamar pela subvenção

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