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Os afro-americanos descobrem a rainha NJinga

  • Pedro Dias

"Os Primeiros Passos da Rainha Njinga", de John Bella

"Os Primeiros Passos da Rainha Njinga", de John Bella

Passados mais de trezentos anos, a figura de NJinga MBande continua a ser descoberta por quem é descendente de africanos na América do Norte ou do Sul

"Maka à Quarta-Feira"

“A Reapropriação da Figura da Rainha NJinga pelos Afro-Americanos”, foi tema de debate, no passado 19 de Outubro, na Sede da União dos Escritores Angolanos, em Luanda, alusivo ao projecto “Maka à Quarta-Feira”. O historiador Simão Souindoula falou do interesse cada vez mais crescente dos afro-americanos no descobrimento e apropriação da rainha que governou, durante longos anos, os Ngolas e a Matamba.

Segundo os registos, NJinga nasceu em 1582 tendo morrido com cerca de oitenta anos. Passados mais de trezentos anos, a figura de NJinga MBande continua a ser descoberta por quem é descendente de africanos na América do Norte ou do Sul, defende o historiador.

Durante a palestra, Simão Souindoula disse que quase todos os historiadores fazem referência a notável rainha, descrevendo com admiração as suas proezas bélicas, artes e ardis políticos: Alguns biografam-na com dureza, atribuindo-lhe um carácter mau e vingativo. Outros exaltam-lhe a inteligência e poder de cativar.

O palestrante deu garantias que o tempo jamais apagará o nome da Rainha NJinga MBande. A prova disso é a busca incessante dos afro-americanos na afirmação das suas raízes como NJinga parte das suas origens.

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