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Nyusi e Frelimo declarados vencedores das eleições em Moçambique

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Filipe Nyusi

Filipe Nyusi

Renamo rejeita resutlados e MDM disse que as eleições foram as mais fraudulentas da história do país.

O Conselho Constitucional(CC) de Moçambique validou e confirmou, hoje, 30, Filipe Nyusi e o seu partido Frelimo como vencedores das eleições gerais realizadas a 15 de Outubro.

Nas presidenciais, Filipe Nyusi obteve 57 por cento dos votos, contra 36.6 por cento do líder da Renamo Afonso Dhlakama, e 6,4 por cento de Daviz Mbepo Simango, do MDM.

Nas legislativas, a Frelimo venceu com 55,68 por cento, elegendo 144 deputados, a Renamo ficou em segundo lugar, com 32,95 por cento, conquistando 89 mandatos, e o MDM ficou em terceiro, com 8,4 por cento de votos, equivalentes a 17 mandatos.

Nas eleições provinciais, dos 811 assentos em disputa, a Frelimo ganhou 485 lugares, a Renamo 294 e o MDM 32 assentos.

Nyusi defende inclusão

Numa declaração lida no pátio da sede do Comité Central da Frelimo após o anúncio dos resultados, Filipe Nyusi disse que "a inclusão será o tecto para a sustentabilidade da nossa governação, uma inclusão que significa termos moçambicanos no centro dos objectivos da governação”.

O futuro Presidente garantiu que a sua governação será orientada para a igualdade e distribuição do bem comum por todos os moçambicanos.

"A inclusão significará a criação de oportunidade para todos os moçambicanos, numa sociedade onde o esforço e o desempenho de cada um são respeitados. Não significará necessariamente a nomeação para cargos de governação nem de chefia", reiterou Filipe Nyusi, que apelou para o respeito dos resultados eleitorais, numa aparente alusão à exigência da Renamo de um Governo de gestão.

Renamo rejeita

A Renamo também já reagiu e disse que não aceita os resultados, alegando que o processo eleitoral foi ferido de muitas irregularidades, e, por isso, promete criar um Governo de Gestão que vai apresentar em Janeiro de 2015.

"Desde a proclamação dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições, dissemos que esses resultados estavam manchados por diversas irregularidades que fazem com que não sejam credíveis. Portanto, a Renamo, de maneira nenhuma, não aceita essas eleições", afirmou o mandatário da Renamo, André Majibire, após a validação e proclamação dos resultados pelo presidente do CC, Hermenegildo Gamito.

Para Majibire, o presidente eleito "não está à altura de formar o Governo, porque ele não ganhou as eleições e não representa a vontade da maior parte do povo moçambicano".

Para o mandatário da Renamo, o seu partido “tem um modelo que está ser desenhado, a partir de Janeiro vai ser apresentado para mostrar como vai funcionar o Governo de gestão".

MDM fala em eleições mais fraudulentas da história

Por seu lado, o presidente do MDM, Daviz Simango, disse que a validação das eleições “matou as pilares” de um Estado de direito e de democracia e confirmou fraquezas das instituições eleitorais.

“Neste processo o Conselho Constitucional agiu de forma não transparente e ao serviço de uma agenda partidária e recusando aos milhares de moçambicanos o direito de livre escolha, sonegando a vontade dos eleitores”, declarou Daviz Simango em conferência de imprensa na sede do partido na Beira, Sofala, centro de Moçambique.

Para Simango, as eleições de Outubro foram as mais “fraudulentas na história” do país, e avisou que este “golpe eleitoral” pode promover instabilidade política.

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