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Nito Alves e Arante Kivuvu dizem ter recusado asilo na Noruega

  • Manuel José

Arante Kivuvu e Nito Alves

Activistas revelam ter denunciado o Governo angolano junto do Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Dois dos 17 activistas angolanos condenados por tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores e posteriormente amnistiados rejeitaram o asilo político oferecido pelo Governo da Noruega.

A revelação foi feita à VOA por Nito Alves e Arante Kivuvu, que regressaram de um périplo de três semanas por Portugal, Alemanha, Holanda e Noruega.

Os activistas dizem ter apresentado denúncias contra alguns membros do Executivo angolano junto do Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda.

Na Noruega, o Governo ofereceu asilo político aos activistas, que foi prontamente rejeitado, como explica Nito Alves.

''Pela minha consciência moral e serena rejeitei a oferta de asilo político do Estado norueguês porque não quero ficar asilado, amo demais a minha terra e lutarei aqui dentro, mas agradeço o Estado norueguês pela oferta, sublinhou Alves, no que foi corroborado por Arante Kivuvu.

Na Holanda, segundo Nito Alves, eles encontraram-se com alguns funcionários do Tribunal Penal Internacional, a quem denunciaram o Governo angolano “por violação dos direitos humanos, assassinatos dos activistas Cassule, Kamulingue e Hilbert Ganga, bem como do Rufino, tortura contra manifestantes e também por roubo do erário público por parte dos generais angolanos e dos filhos do Presidente da República”.

Na ocasião, Alves diz ter entregue “documentos, vídeos e pen drives como provas das acusações''.

Pelo que viram naqueles Estados democráticos, Arante Kivuvu acredita haver muito por fazer em Angola.

"Ainda temos muito trabalho a fazer em África e aqui em Angola, para a mudança que queremos, para mudar a mentalidade do angolano'', comentou.

Questionado sobre a indicação de João Lourenço para substituir José Eduardo dos Santos à frente do MPLA nas eleições em 2017, Kivuvu respondeu que “só um ingénuo acredita neste jogo porque José Eduardo dos Santos é um dos melhores discípulos de Maquiavel e João Lourenço é apenas um testa-de-ferro do Presidente que fica nos bastidores a mexer o xadrez enquanto João Lourenço limita-se a dizer sim chefe”.

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