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Nigéria e Senegal prontos para intervir na Gâmbia


Cerca de três mil gambianos fugiram para o Senegal.
Cerca de três mil gambianos fugiram para o Senegal.

Dia D para Yahya Jammen deixar a Presidência é hoje.

A Força Aérea nigeriana anunciou nesta quarta-feira, 18, ter enviado 200 homens e aviões ao Senegal, no âmbito de um mandato da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para pressionar o Presidente da Gâmbia em final de mandato, Yahya Jammeh, para que reconheça a vitória do rival, Adama Barrow.

O exército nigeriano informou que foram também enviados uma esquadrilha, incluindo um avião de combate, cargueiros, um helicóptero e um avião de vigilância e de reconhecimento para Dacar.

Ainda segundo o comunicado, essas aeronaves devem operar na Gâmbia.

"Esse envio está previsto para desmantelar qualquer hostilidade, ou os descumprimentos da lei, que possam acontecer, já que Gâmbia está em uma paralisia política", acrescenta o texto.

"Outras tropas regionais vão colaborar com essa força", completa a nota do Exército nigeriano, citando Senegal, Gana e "países da sub-região".

O porta-voz do Exército senegalês já declarou estar preparado para intervir na Gâmbia, a partir do primeiro minuto desta quinta-feira, 19, "se a solução política falhar", referindo-se à crise no país vizinho.

A cerimónia de posse do novo presidente deve acontecer nesta quinta-feira.

"Nossas tropas estão em alerta e treinando desde o início da crise. O ultimato vence à meia-noite. Se a solução política falhar, iniciaremos" as operações na vizinha Gâmbia, disse o coronel Abdou Ndiaye.

Estado de emergência

A CEDEAO já advertiu, em várias ocasiões, que pode recorrer à força em última instância.

A Gâmbia está mergulhada numa crise desde que Jammeh anunciou, a 9 de Dezembro, que não reconhecia os resultados das eleições presidenciais realizadas a 1 de Dezembro.

Na terça-feira, 17, Jammeh declarou um estado de emergência.

“Todos os cidadãos e residentes da Gâmbia são banidos de quaisquer actos de desobediência, incitamento da violência e que perturbem a ordem pública e a paz”, disse Jammeh à televisão pública.

​Ele orientou as "forças de segurança para manter a paz e ordem em todo o país”.

O estado de emergência será até o Tribunal Supremo se pronunciar em relação à uma reivindicação do seu partido sobre irregularidades na votação.

O Supremo deveria ter lidado com o caso no passado dia 10, mas adiou para Maio alegando incerteza sobre uma transição política pacifica.

Yahia Jammeh, que governou a Gâmbia por 22 anos, perdeu as eleições a 1 de Dezembro de 2016.

Inicialmente, Jameh aceitou a derrota, mas uma semana depois apontou irregularidades no processo para justificar a realização de novas eleições e a sua continuidade no cargo.

Jammeh alega muita “interferência estrangeira” no processo.

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