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Mais de 200 alegados militantes da Boko Haram capturados na Nigéria


Tropas nigerianas em patrulha no Estado do Borno, no norte da Nigéria
Tropas nigerianas em patrulha no Estado do Borno, no norte da Nigéria

Ofensiva do governo federal nigeriano contra a nebulosa terrorista conhecida como Boko Haram paralizou três Estados do norte e os militares confirmam progressos no terreno

Cerca de uma semana depois do presidente Goodluck Jonatthan ter anunciado o envio de milhares de tropas para o norte em conflito, membros do governo afirmam que detêm mais de duzentos suspeitos militantes do chamado grupo Boko Haram.

O exército nigeriano anunciou ontem ter capturado 120 militantes militantes do grupo conhecido como Boko Haram, apenas em 24 horas, e estavam em controlo de 5 bases dos extremistas.

Num comunicado enviado a imprensa, o porta-voz do ministério da defesa, o Brigadeiro General Chris Olukolade também negou os rumores segundo as quais as populações nos três Estados sob o recolher obrigatório – Borno, Adamawa e Yobe – estariam a fugir para os países vizinhos.

Não tem havido até ao momento nenhuma palavra da parte dos militantes desde o início da ofensiva nigeriana na Quarta-feira, e a Voz da América não está em condições para verificar de fontes independentes os anúncios do governo, tudo por causa das vias que foram bloqueadas e ao facto das linhas telefónicas na sua maioria terem sido desactivadas nesses Estados.

Apesar do que os militares afirmam ser um controlo rápido dos territórios controlados pelo grupo Boko Haram, os especialistas em segurança dizem por sua vez que a insurreição que já existe há quatro anos, não será facilmente debelada.

O consultor em segurança e reformado das forças armadas nigerianas, o capitão Umar Aliyu diz que para derrotar o conhecido Boko Haram as forças armadas da Nigéria precisam de melhor serviços secretos e um plano que ajude a aliviar a pobreza. Segundo Aliyu, o grupo tem uma ideologia, mas a sua força está numa empobrecida, e não formada juventude, que não tem nada a fazer em termos de sobrevivência, senão pegar em armas.

“Esta situação apela para um entendimento. Entendimento de todas as partes. O exército, a população civil, o governo, os membros da comunidade internacional, também.”

Umar Aliyu alerta igualmente que as forças armadas precisam de ganhar a confiança da população de forma a obter informações que possam prevenir os membros do chamado Boko Haram possam infiltrar-se entre os populares durante a ofensiva.

A Human Rights Watch assim como a Amnistia Internacional tinham inicialmente acusado as forças armadas da Nigéria de abusos dos direitos humanos, incluindo o incendio de casas, e de balearem os suspeitos, enquanto procuram travar a violência.

A Human Rights Watch estima que três mil e seiscentas pessoas incluindo centenas de membros das forças de segurança morreram nos últimos quatro anos em consequências da violência ligada ao grupo conhecido como a Boko Haram.
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