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Nigéria: Número dois da Boko Haram morto duas vezes por forças governamentais

  • Heather Murdock

Governador do Estado do Borno, Kashim Shettima visita uma mesquita alvo de ataque de radicais em Konduga, 13 Ago. 2013.

Governador do Estado do Borno, Kashim Shettima visita uma mesquita alvo de ataque de radicais em Konduga, 13 Ago. 2013.

Correspondente da VOA em Abuja, Heather Murdock reporta que as forças segurança não são precisas sobre as circunstâncias e nem o local de sua eliminação

As forças de segurança nigerianas anunciaram ter morto o segundo comandante da Boko Haram, e o seu pai, que são acusados de instruir crianças soldados.

As forças de segurança nigerianas no Estado de Adamawa tinham anunciado na Terça-feira a eliminação de Abubakar Zakaria Ya’u e Muhammed Bama durante um confronto. Ambos, segundo se disse, eram líderes militantes da chamada seita radical Boko Haram e eram procurados pelas autoridades.

Mas hoje durante uma conferência de imprensa na cidade de Maiduguri, berço da Boko Haram, o Tenente-Coronel Sagir Musa disse que Momodu Bama – o nome local de Muhammmed Bama – não foi morto em Adamawa, mas sim no Estado do Borno.

Bama era o segundo líder da Boko Haram, a seguir a Abubakar Shekau, e era considerado um “vicioso e impiedoso” assassínio que planeou operações “terroristas.” Ele foi morto ao lado do seu pai Abatcha Flatari quando membros da Boko Haram atacaram uma base militar na cidade de Bama, adiantou o oficial nigeriano. Cerca de 55 polícias e solados foram mortos num confronto na mesma base em inícios de Maio, concluiu o Tenente-Coronel.

Contudo tudo ainda mantêm-se dúvidas sofre o anunciado, como refere Elizabeth Donnelly uma especialista sobre África, na Chatham House em Londres.

“Em termos de tomada de decisão a nível desse grupo, e de definição de suas motivações e fins, não nada é claro. E poderia ser certamente o caso de Shekau, em ser mais uma figura de chefia, a menos.”

Os responsáveis do Estado do Borno disseram que o pai de Flatari Bama, foi também morto no confronto na base militar. Os mesmos adiantaram que Flatari era um dos “mentores espirituais” do grupo e acusam-no de rapto de crianças e de violência extrema.

Em quase quatro anos de insurreição, a Boko Haram tem sido acusada como responsável pela morte de milhares de pessoas nos ataques contra igrejas, mesquitas, escolas, órgãos de comunicação social, edifícios governamentais, bancos e escritórios das Nações Unidas.

As organizações dos direitos humanos afirmam que as forças de segurança têm igualmente morto centenas de pessoas na luta contra a Boko Haram e que as vezes chegam a disparar contra os suspeitos antes mesmo de procederem as detenções.
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