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EUA apoiam luta anti-terrorista na Nigéria

  • Scott Stearns

Imagens recolhidas pela TV nigeriana, ilustrando os recentes ataques terroristas.

Imagens recolhidas pela TV nigeriana, ilustrando os recentes ataques terroristas.

Boko Haram matou, pelo menos, 935 pessoas, desde desde 2009, incluindo 250 mortos este ano

Os EUA exortam os nigerianos a manterem-se unidos contra “os inimigos do civismo e da paz” da seita radical muçulmana, Boko Haram.

Os peritos do Departamento de Estado em luta contra terrorista encontram-se na Nigéria, na sequência dos ataques de sexta-feira, na cidade de Kano, de que resultaram na morte de, pelo menos 185 pessoas.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland anunciou que especialistas americanos em contra terrorismo estão reunidos com os seus colegas nigerianos, no âmbito de um grupo de cooperação regional de segurança.

Disse Nuland: “Obviamente, estamos a comparar análises da ameaça e estamos a falar sobre como fortalecer a cooperação por forma a ajudar da melhor maneira o governo nigeriano a deitar mão ao Boko Haram”.

Nuland afirmou ainda que a administração Obama condena os ataques terroristas no Estado de Bauchi e em Kano, exortando os nigerianos “a utilizar a sua diversidade étnica e religiosa como fonte de fortalecimento contra aqueles que tentam dividir o país”.

Os militantes do Boko Haram afirmam que estão a lutar em prol do estabelecimento de uma nação independente, governada pela Sharia, a lei islâmica estrita, no Norte da Nigéria e não reconhecem, nem a Constituição federal, nem a autoridade do presidente Goodluck Jonathan.

De acordo com a Humam Rights Watch, o Boko Haram matou, pelo menos, 935 pessoas, desde o início da campanha de violência desencadeada desde 2009, incluindo 250 mortos apenas neste ano.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, diz que a administração Obama apoia uma investigação aos actos de violência desencadeados no Estados do Norte da Nigéria.

Os que criticam a postura do governo militar relativamente ao Boko Haram dizem que o presidente Jonathan deveria centrar a sua atenção em fazer frente às causas económicas e sociais que estão por detrás da violência.

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